“Convocamos os habitantes de ambos os lados da fronteira a formarem comitês antiimperialistas, que se transformem em muros intransponíveis que interrompam as ambições imperialistas e fortaleçam os laços fraternos entre nossos povos”, disse o guerrilheiro em comunicado.
Os rebeldes revelaram a iniciativa em uma nota divulgada hoje pela Agência de Notícias Nova Colômbia “Anncol”, informativo digital com sede em Estocolmo afim ao grupo insurgente.
O comunicado está assinado pelo Secretariado das Farc, que há menos de duas semanas, em um anterior sobre o mesmo assunto, convidou os militares colombianos a formar um movimento contra a presença de tropas americanas em sete bases do país andino.
O acesso dos militares dos EUA às instalações colombianas está previsto no acordo que os Governos de ambos os países assinaram no final de outubro e que foi defendido como uma ampliação da cooperação antidrogas e contra o terrorismo.
Segundo a hierarquia das Farc, o convênio procura transformar à Colômbia “na ponta da lança do amo do Norte (o presidente americano Barack Obama), com objetivo de impedir que processos sociais como o venezuelano se transformem em realidade”.
“A situação é grave”, acrescentou o comando das Farc, após afirmar que as oligarquias temem perder os privilégios e buscam cortar os processos com mentiras, massacres paramilitares, espionagem e confusão, “por meio de uma intensa campanha midiática cultivando um falso nacionalismo”.
O comando guerrilheiro considerou que Washington está criando condições para que a Colômbia resolva a “tarefa”.
“Por isso, o confronto não é entre Colômbia e Venezuela, mas entre as oligarquias que controlam o poder que fazem o impossível para mantê-lo”, finalizou.