O porta-voz das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), cialis 40mg Raúl Reyes, hospital disse que o grupo mantém “imutável” a proposta sobre a troca de prisioneiros por pessoas seqüestradas pela guerrilha.
Em entrevista de 31 de julho e publicada hoje pela “Agência de Notícias Nova Colômbia” (“Anncol”), sediada em Estocolmo, e que habitualmente publica comunicados e reportagens sobre as Farc, Reyes afirma que a Colômbia é “um narco-Estado, uma narco-economia, e que também existe uma hipocrisia muito grande em sua classe política”.
Com relação aos reféns disse que “a proposta da troca de prisioneiros, que é mantida imutável, tem o objetivo de solucionar um dos fatores derivados do conflito”.
Após afirmar que a Colômbia “sofre com um conflito econômico, político, social e armado que nenhum Governo quis resolver”, Reyes disse que “a possibilidade de assinar o acordo de libertação dos prisioneiros pelas duas partes pode ser também a porta de entrada para o reinício dos diálogos de paz”. Ele afirmou que “não é a paz da rendição” à qual se refere.
Para o “acordo humanitário”, que prevê a libertação dos reféns da guerrilha, as Farc exigem a desocupação dos municípios de Pradera e Florida, no departamento (estado) de Valle del Cauca (no sudoeste do país) pelas tropas oficiais, medida à qual o Governo do presidente Álvaro Uribe se opõe.
Onze deputados regionais colombianos seqüestrados pelas Farc foram assassinados em junho, aumentando para 45, segundo a guerrilha, o número de reféns passíveis de troca, pelos quais reivindica a libertação de cerca de 500 guerrilheiros presos na Colômbia e fora do país.
Pouco antes do assassinato dos deputados, o Governo colombiano libertou voluntariamente 131 ex-combatentes, entre eles Rodrigo Granda, tido como “chanceler” das Farc.
Na entrevista publicada pela “Anncol”, Reyes disse que “a desmobilização dos paramilitares não existe, é uma farsa do Governo de Uribe”, alegando que “eles são um apêndice, uma extensão do Estado”. Segundo ele, o Plano Patriota de Uribe para derrotar a guerrilha “é um verdadeiro fracasso para o Governo”.