Lozano declarou à rádio “RCN” que os membros do CICV trabalham “de maneira muito discreta” para receber os restos mortais no Valle del Cauca, departamento (estado) do sudoeste do país ao qual pertenciam os legisladores, seqüestrados no dia 11 de abril de 2002 pelas Farc em um ataque à sede da Assembléia Departamental em Cali, capital regional.
“A informação que temos no semanário é que dentro de poucos dias isto vai acontecer”, disse Lozano, que foi usado em várias ocasiões como contato para negociações de paz do Governo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Segundo Lozano, “existem as condições” para a entrega dos corpos dos ex-deputados, mas advertiu que para isso “é preciso ficar claro que os efetivos militares que estão na área não coloquem em perigo a vida dos delegados do CICV que vão fazer o trabalho”.
“Tomara que tudo saia bem porque todos os colombianos estão esperando de uma vez por todas que tanto a guerrilha das Farc, como o Governo nacional entendam que devem fazer todo o esforço, colocar de lado qualquer consideração diferente da humanitária para entregar os corpos dos deputados”, ressaltou.
Para o Governo colombiano, a demora em entregar os cadáveres tem como objetivo ocultar o assassinato dos 11 políticos.