A diretora da MOE, Alejandra Barrios, advertiu à imprensa que se faz necessário um especial “acompanhamento da forma como a política vai se comportar” no departamento (estado) de Meta, onde há presença de grupos armados ilegais.
“O assunto do paramilitarismo está voltando a ganhar força no litoral do país (norte), em cinco departamentos, que são La Guajira, Córdoba, Atlântico, Sucre e Magdalena”, acrescentou.
Barrios acrescentou que os paramilitares estão tentando mudar sua estratégia de ter uma forte presença no Congresso, como fizeram em 2006, o que levou à investigação de quase 70 legisladores, alguns deles já condenados por seus vínculos com os ultradireitistas.
Além disso, a diretora do MOE indicou que a presença do paramilitar e traficante de drogas conhecido como “Cuchillo” continua “rondando em Meta, ameaçando a população”.
“É preciso olhar a relação efetiva da política por meio dos paramilitares que andam ainda soltos no país e não se desmobilizaram”, sugeriu.
Barrios acrescentou que, caso a relação entre políticos e paramilitares seja mantida nas eleições de 2010, isso significaria que a Colômbia “não aprendeu a detectar os votos manchados de sangue”.
O coordenador da MOE no departamento de Tolima (centro), Gilberto Martínez, denunciou que as Farc “estão tentando se camuflar nos partidos da esquerda”.
A MOE pediu que o Governo colombiano dê garantias para o processo eleitoral de 2010, no qual os colombianos elegerão presidente e congressistas.
Um total de 120 policiais treinados por Estados Unidos e Israel se encarregará de proteger os candidatos presidenciais na Colômbia nas eleições previstas para maio.
O diretor de Segurança e Proteção da Polícia colombiana, o coronel William Salamanca, explicou que esses 120 homens formarão os círculos de segurança mais próximos aos candidatos e haverá outros 2.500 disponíveis para a campanha pelas diferentes regiões do país.
Tradicionalmente, as Farc acentuam suas ações violentas durante as campanhas presidenciais na Colômbia.
Para o pleito de maio de 2010, ainda não se sabe se o atual presidente colombiano, Álvaro Uribe, será ou não candidato.
Seus correligionários impulsionaram um projeto de lei, à espera de uma decisão da Corte Constitucional, para convocar um referendo no qual os cidadãos decidiriam se apoiam reformar a Constituição colombiana para que Uribe possa concorrer a uma segunda reeleição imediata.