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Farc afirmam que Emmanuel está em Bogotá <i>seqüestrado</i> por Uribe

Arquivo Geral

05/01/2008 0h00

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reconheceram hoje que Emmanuel está em Bogotá “seqüestrado” pelo presidente colombiano, link Álvaro Uribe, em comunicado publicado pela “Agência Bolivariana de Imprensa” (“ABP”).

Segundo a guerrilha, o menino foi entregue na capital colombiana a “pessoas honradas enquanto o acordo humanitário estava sendo assinado”.

O comunicado, assinado pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc e datado de 2 de janeiro de 2008, indica que “Emmanuel não podia estar no meio das operações bélicas do Plano Patriota, dos bombardeios e dos combates, da movimentação permanente e das imprevisibilidades da floresta”.

Por isso, “a criança, de pai guerrilheiro, tinha sido levada para Bogotá”.

Para as Farc, com a “intensificação das operações bélicas na área, Uribe indica a desativação da transcendental gestão humanitária do presidente venezuelano, Hugo Chávez, semeando a desconfiança entre os delegados internacionais”.

Ele também estaria criando novos obstáculos “a uma decisão unilateral que expressa a vontade política das Farc de levar em frente a troca de prisioneiros”.

O comunicado da guerrilha não questiona o anúncio feito pela Promotoria no sentido de que o menino Juan David Gómez Tapiero, aos cuidados do Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF), seria o filho de Clara Rojas.

O grupo acordou com Chávez, com uma missão de delegados de sete países e com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) entregar Clara Rojas, seu filho Emmanuel e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo.

A operação de resgate, que começou na semana passada, se frustrou no último dia de 2007 porque a guerrilha não entregou as coordenadas do local onde os seqüestrados deveriam ser resgatados.

Segundo as Farc, o Governo seqüestrou Emmanuel em Bogotá “com o infeliz objetivo de sabotar sua entrega, a de sua mãe Clara Rojas e a de Consuelo González de Perdomo, ao Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez”.

Após insistir em que Uribe obstinadamente se “negou a desmilitarizar Pradera e Florida (dois municípios do sudoeste colombiano) para discutir o acordo humanitário”, as Farc agora não “assumirão nenhum compromisso para que que não digam que estamos descumprindo”.

“O processo de libertação de Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, seguirá seu curso, tal como dissemos ao Governo da República Bolivariana da Venezuela”, informou o grupo.

“Para isso, não estamos pedindo ao senhor Uribe nenhum corredor de segurança”, ressaltaram.

“Reiteramos, e ratificamos, é a necessidade da desmilitarização de Pradera e de Florida para imediatamente verificar e realizar o primeiro encontro para acordar a troca humanitária, que, em todo caso, deve contar com o acompanhamento da comunidade internacional”, indicaram as Farc.

O grupo pediu a Chávez, “acima destas vicissitudes”, que mantenha “viva a esperança da troca através de seu conseqüente compromisso humanitário”, que consideram necessário para a busca de uma solução política e diplomática ao conflito social e armado que vive a Colômbia.

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