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Farc admitem responsabilidade em morte de governador sequestrado

Arquivo Geral

06/01/2010 0h00

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) admitiram hoje que tiveram responsabilidade na morte do governador colombiano de Caquetá Luis Francisco Cuéllar, sequestrado em 22 de dezembro para que fosse submetido a um “julgamento político” por seu suposto envolvimento em casos de corrupção.

O mea-culpa foi feito pelo chamado Bloco Sul das Farc, em comunicado datado de 24 de dezembro e publicado nesta terça-feira no site da “Agência de Notícias Nova Colômbia” (Anncol), que costuma veicular notas dos rebeldes.

Segundo os guerrilheiros, Cuéllar, que morreu degolado e tinha marcas de bala em seu corpo, foi sequestrado para ser submetido a “um julgamento político” por supostos delitos cometidos em sua administração.

“O objetivo da retenção não era matá-lo, nem fazer exigências econômicas, mas fazer um julgamento político por corrupção, por ter transformado o dolo e a prevaricação em peças-chaves de sua Administração”, detalha o comunicado.

O texto acrescenta que os atos de corrupção do governador chegavam ao ponto de descontar de cada um dos empregados cerca de US$ 50 de seus salários mensais para manutenção dos postos de trabalho.

Para as Farc, a morte de Cuellár “é consequência direta da ordem dada por Álvaro Uribe (presidente do país) às forças militares do resgate a sangue e fogo”.

O “Bloco Sul” das Farc, porém, ratificou “a invariável determinação” dos comandantes da organização de libertar unilateralmente o sargento Pablo Emilio Moncayo, seu refém mais antigo, que está em poder desde dezembro de 1997, quando os guerrilheiros atacaram um centro de comunicações no sudoeste do país.

Em abril do ano passado, as Farc anunciaram que tinham a intenção de libertar Moncayo, e pouco depois ofereceram entregar também o soldado Josué Daniel Calvo e os restos do capitão Julián Guevara, morto na selva em 2006 após oito anos de sequestro.

A senadora de oposição Piedad Córdoba, que administra a libertação dos militares, anunciou que, apesar do otimismo da Igreja Católica, a libertação só aconteceria no final deste mês.

O presidente Uribe aceitou facilitar as libertações de Moncayo e Calvo “por consideração” às famílias deles, mas insistiu que os guerrilheiros devem comprometer-se a entregar todos os militares e policiais sequestrados (24, de acordo com o Governo).

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