A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) prevê uma produção mundial recorde de cereais de 2, capsule 164 bilhões de toneladas para o período 2008-2009, more about mas avisa que essa previsão “depende diretamente” de condições meteorológicas favoráveis.
Segundo o último relatório do organismo Perspectivas sobre Cereais e Situação Alimentaria, viagra buy apresentado hoje, a “provável” alta da oferta global de cereais melhoria a situação, a curto prazo, permitindo uma recuperação gradual das dificuldades pelas quais atravessa o mercado, que vem registrando forte altas nos preços internacionais e locais destes produtos.
No entanto, os fatores estruturais responsáveis pelo encarecimento dos cereais durante o último ano persistem, o que levou o organismo a convocar uma conferência internacional, que será realizada entre os dias 3 e 5 de junho, para que líderes mundiais analisem e resolvam o problema da inflação.
O crescimento da produção ficaria em torno de 2,6% em relação a 2007, podendo ser maior em regiões como a África (8,3%), Europa (12,7%) e América Central (3,6%), do que nos países da América do Sul (0,7%), Ásia (0,1%) e América do Norte (-5,8%).
A FAO, no entanto, adverte que estas perspectivas otimistas poderiam se frustarem se as condições meteorológicas não forem favoráveis no período das colheitas, e lembra que as previsões para 2007-2008 anunciadas há doze meses eram ainda melhores que as de agora, para 2008-2009.
“Qualquer redução significativa (da produção), como resultado de um tempo desfavorável, prolongaria as estreitezas atuais, geraria maiores altas de preços nos mercados mundiais e endureceria as dificuldades econômicas de muitos países”, diz o relatório.
Um possível agravamento da situação afetaria países que sofrem atualmente “emergências alimentícias”, entre os quais a FAO cita República Dominicana, Nicarágua e Haiti – onde os preços dos cereais subiram entre 50% e 100% no ano passado -, que ainda não superaram os efeitos dos últimos furacões.
Neste grupo se encontram também, devido à redução dos cultivos e a perda de algumas colheitas Equador, Peru e Bolívia, este último com problemas também no setor pecuário.
Outra categoria de países sensíveis às oscilações dos cereais são os LIFDC (países de baixa renda e déficit alimentício, em sua sigla em inglês), entre os quais a FAO inclui o Equador.
As perspectivas para o país andino, segundo este organismo, não são otimistas para 2008, devido às inundações e perdas de colheitas.
Em geral, não se espera que haja uma melhora da situação para estes países (82, no mundo todo), já que o aumento da produção será menor que o crescimento da população.
A FAO não antecipa nenhuma previsão sobre o comportamento dos preços, apesar de apontar que, em fevereiro e março passados, os preços internacionais da maioria dos cereais continuaram em alta.
Sobre o destino da oferta destes produtos, este organismo anuncia um aumento do consumo para a alimentação de ao redor de 2% para o período 2007-2008 (uma percentagem que sobe nos países em desenvolvimento), embora a alta do uso industrial dos cereais seja bastante maior.
No mesmo período, segundo as previsões, se alcançarão os 100 milhões de toneladas de cereais (dos quais 95 toneladas de milho) destinados à produção de biocombustíveis.
Só os EUA representarão mais de 80% do total de cereais dedicados a usos industriais, somando 81 milhões de toneladas, 37% mais que no período anterior.