As famílias das vítimas do voo da Air France que caiu em junho no Oceano Atlântico durante o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris não poderão participar como “observadores” da investigação sobre o acidente.
O secretário de Transportes da França, Dominique Bussereau, se reuniu hoje com os representantes dos familiares e comunicou a eles que não poderão desempenhar esse papel nas investigações do Escritório de Pesquisas e Análises (BEA, na sigla em francês).
O pedido foi rejeitado “sem ambiguidade”, declarou o presidente da associação “Entraide et solidarité AF447”, Jean-Baptiste Audusset, na saída de sua reunião com Bussereau.
O secretário disse a Audusset que não pode haver participação externa em uma investigação administrativa que se desenvolve em segredo.
Segundo Bussereau, não existe “opacidade” na investigação, como criticam as pessoas próximas às vítimas.
O secretário confirmou que a terceira fase das investigações começará “em poucos meses” e não ainda neste outono do hemisfério norte (primavera no hemisfério sul), como estava previsto inicialmente.
No dia 1º de junho deste ano, um Airbus da Air France caiu no Oceano Atlântico por motivos desconhecidos, matando as 228 pessoas que estavam a bordo.
Após meses de busca e duas fases de investigação, não foi possível encontrar as caixas-pretas da aeronave, cujos destroços se espalharam por uma área de 17 mil quilômetros quadrados e na qual a profundidade do mar passa dos três mil metros.
No dia 31 de agosto, o presidente da BEA anunciou que o rastreamento das caixas-pretas continuaria no outono, uma vez estabelecido “onde buscar prioritariamente e como otimizar as buscas”.
A terceira fase da investigação, no entanto, foi adiada para o início de 2010.