As autoridades iranianas confirmaram nesta segunda-feira que autorizaram os familiares dos dois jornalistas alemães presos no Irã visitá-los na prisão, informou a agência oficial de notícias local “Irna”.
Os dois repórteres foram detidos em 10 de outubro na cidade de Tabriz, quando iriam entrevistar o filho e o advogado de Sakineh Mohamadi Ashtiani, a mulher condenada à morte condenada por adultério e assassinato que corria o risco de ser apedrejada.
Segundo “Irna”, a autorização foi concedida após um pedido expresso do ministro de Assuntos Exteriores germânico, Guido Westerwell, ao colega iraniano, Ali Akbar Salehi, chefe interino da diplomacia persa.
A agência argumenta que a decisão foi tomada “por motivos humanitários” e levando em consideração que “nestes dias é comemorado o Natal cristão”.
“A diplomacia alemã já foi informada do sinal verde da Justiça iraniana” e a visita ocorrerá em breve na cidade de Tabriz, acrescentou a fonte, sem dar mais detalhes.
Westerwell adiantou no domingo que a visita poderia ser autorizada e que a irmã de um deles e a mãe de outro teriam viajado em 24 de dezembro a Teerã com a esperança de que o encontro pudesse ocorre no dia do Natal.
Fontes diplomáticas germânicas assinalaram no domingo que a visita havia sido cancelada no último momento devido ao fato de os dois repórteres não terem sido transferidos à capital a partir da prisão de Tabriz.
Os dois jornalistas, que trabalham para o semanal “Bild am Sonntag”, foram em princípio acusados de espionagem. Dia atrás, no entanto, o chefe do escritório da Presidência iraniana, Esfandiar Rahim Mashai, deixou escapar que contra eles só pesa acusação de entrada ilegal no país.
O caso de Ashtiani, de 43 anos, saiu à luz depois que seu primeiro advogado denunciasse que tinha sido acusada de adultério e, portanto, seria condenada a morrer apedrejada.
A denúncia gerou uma onda de solidariedade internacional e de protestos que obrigaram o regime iraniano a manter em suspenso a condenação e destaparam as divergências no seio da cúpula nacional.
Depois disto, fontes judiciais em Teerã disseram que ao ter sido Ashtiani considerada culpada pelo assassinato de seu marido, a forma de morte seria a forca.