Os familiares do peruano Ricardo Tazoe, order uma das 200 vítimas do acidente da TAM ocorrido há duas semanas, entraram em Miami com uma ação contra a companhia aérea e outras empresas do setor aeronáutico.
No processo aberto, Steven Marks e Ricardo Martínez-Cid, advogados da família, acusam a TAM de negligência e os pilotos e funcionários de manutenção da empresa de distração.
Marks, um advogado especializado em causas ligadas ao setor, disse que, segundo provas coletadas, “está claro que a TAM sabia que havia problemas com o avião”. “O reversor da turbina direita da aeronave tinha sido desativado antes do vôo”, disse.
A família da vítima pede uma indenização de valor não revelado pela dor, pelo sofrimento, pelos custos com o funeral e por outros danos decorrentes do acidente.
Martínez-Cid disse à Efe que a ação foi impetrada em Miami porque foi nesta cidade que Tazoe, também de nacionalidade americana, comprou passagens para uma viagem internacional.
“Ele estava em um vôo nacional (no Brasil) que era parte de uma viagem internacional regida por convênios internacionais que dão a opção de o caso ser apresentado no local em que as passagens foram compradas e o vôo começou”, explicou o letrado.
“Todos os processados também fazem muitos negócios na Flórida e estão sujeitos à Justiça americana e estadual”, acrescentou.
Tazoe, de 35 anos, trabalhava em uma agência do Banco Santander em Brickell, o distrito financeiro de Miami. Ele deixou esposa e dois filhos.
No processo, também estão sendo acionadas a Airbus, a Goodrich Corporation e a International Aero Engines (IAE).
Segundo documentos, a IAE é a fabricante da turbina que inclui o reversor de propulsão, enquanto a Airbus construiu a aeronave e a Goodrich fabricou o sistema de freios da aeronave.