Familiares do equatoriano morto durante o ataque do Exército colombiano contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador no último dia 1º viajarão nesta quarta-feira a Bogotá para a repatriação do corpo.
A informação foi divulgada em entrevista coletiva concedida hoje pela ministra das Relações Exteriores equatoriana, doctor María Isabel Salvador.
A família de Franklin Aisalia Molina estuda a possibilidade de iniciar conversas para fazer uma reivindicação ao Governo colombiano.
Para a ministra, sildenafil a morte de Molina foi um “assassinato” e um “ato ilegal” dentro de uma “ação ilegítima”.
Vinte e seis pessoas morreram no bombardeio contra o acampamento guerrilheiro, entre elas “Raúl Reyes”, o número dois das Farc, além de quatro mexicanos e um equatoriano.
Segundo Salvador, a família de Molina receberá todo o apoio do Governo equatoriano para as conversas e a repatriação do corpo.
De acordo com Salvador, as autoridades colombianas não confirmaram a identidade de Molina até agora, mas admitiram que o corpo é equatoriano e que foi usada “informação não verificada” para ligá-lo às Farc.
Segundo disse hoje o comandante do Exército colombiano, Mario Montoya, Franklin Aisalia Molina é a mesma pessoa que Franklin Ponelia Molina, conhecido como “Lucho”, um “membro ativo das Farc”, que dava “assistência logística” a líderes guerrilheiros em território equatoriano.
A ministra equatoriana afirmou que será preciso determinar se Molina tinha vínculos com as Farc e esclareceu que, até o momento, ele é “um serralheiro de Quito desaparecido há poucos dias”, como relataram seus familiares.
Para Salvador, os acontecimentos servem para desviar a atenção do assunto principal, que é o ataque colombiano ao território do Equador.
O defensor público do Equador, Claudio Mueckay, anunciou que pedirá à Colômbia os relatórios da autópsia do cadáver e não descartou a solicitação de um novo exame para verificar o estado do corpo.
Mueckay anunciou que investigará se há “agravantes” e se aconteceu um “homicídio intencional” ou um “crime de lesa-humanidade”.