Parentes de Ingrid Betancourt, website em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), abortion pediram hoje para que não haja presença militar após a libertação ontem de duas reféns, pilule nesta “corrida contra a morte” da seqüestrada franco-colombiana, retida há seis anos e em delicado estado de saúde.
O ex-marido de Betancourt, Fabrice Delloye, lembra que uma etapa foi vencida com o resgate de Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, mas não se pode “baixar a guarda”, declarou em uma movimentada entrevista coletiva em Paris.
“O estado físico da ex-candidata presidencial deve estimular todas as partes a atuar, porque a urgência é extrema. O diálogo entre o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deve ser retomado”, ressaltou Delloye.
Para o ex-diplomata, a libertação das duas reféns é uma prova de que o tom entre o presidente venezuelano, Hugo Chávez, e Uribe, suavizou-se, e pediu a continuidade do que chamou de vontade de reconciliação.
Segundo Delloye, também, foram o “papel primordial” que desempenhou o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a mediação de Chávez que possibilitaram este “gesto unilateral” das Farc, reivindicando que a comunidade internacional “se mobilize” em torno destes dirigentes.
A união de Chávez, Sarkozy, e dos presidentes do Brasil, Argentina e Estados Unidos, “deve levar todas as partes a compreender que têm muito a ganhar”, insistiu o ex-marido de Betancourt.
Retomou a idéia proposta pelos intermediários europeus no conflito colombiano – França, Espanha e Suíça – de criar, durante 45 dias, uma força de interposição internacional nos municípios de Pradera e Florida, para que as Farc e o Governo colombiano negociem um acordo humanitário.
Como a guerrilha colombiana insiste na desmilitarização dessa zona – negada taxativamente por Uribe – a solução, segundo Delloye, é substituir a presença dos militares colombianos por esta força internacional, uma opção que espera convencer as Farc.
“Deveria ser permitida a negociação de uma troca de 44 seqüestrados pelas Farc por 500 guerrilheiros presos, a única saída para que os reféns saiam da selva com vida”, disse o filho de Betancourt, Lorenzo Delloye.
A operação de resgate realizada ontem, apoiada pela Cruz Vermelha Internacional, demonstrou que “quando todas as partes se comprometem, os reféns podem ser libertados em menos de 24 horas”, argumentou Lorenzo.
O filho de Betancourt assegurou, também, que a vida dos seqüestrados recuperou seu valor, pois agora “já não são considerados como mercadorias”, finalizou.