O ex-primeiro-ministro e líder do Hamas, more about information pills Ismail Haniyeh, que continua governando em Gaza apesar de ter sido destituído pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, afirmou hoje que a Cúpula de Sharm el-Sheikh não trará benefícios para os palestinos.
Haniyeh afirmou que o único caminho contra Israel é, para os palestinos, “a resistência armada”.
“Os Estados Unidos e Israel não nos devolverão nossa pátria; atingiremos nosso objetivo somente pela via da resistência”, disse o primeiro-ministro deposto.
A cúpula, que será realizada na segunda-feira, reunirá Abbas com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, o rei Abdullah II da Jordânia, e o presidente egípcio, Hosni Mubarak.
O encontro constitui a primeira iniciativa regional para apoiar a estabilidade política da ANP após os conflitos entre os próprios palestinos.
Israel preparou um pacote de medidas para a reunião, que inclui o descongelamento de US$ 350 milhões para a ANP, valor que provém de fundos recolhidos em impostos e taxas alfandegárias desde janeiro de 2006, quando o Hamas venceu as eleições palestinas.
Os líderes da ANP calculam que, desde então, Israel deixou de pagar US$ 700 milhões em tarifas que, segundo eles, deveriam ser deduzidos das contas de eletricidade e água, serviços que presta à ANP.
O valor foi descongelado hoje pelo Conselho de Ministros de Israel, diante do qual Olmert disse que, na segunda-feira, pensa em dar seu apoio ao Governo de Emergência criado na Cisjordânia por Abbas, mas que espera, em contrapartida, cooperação na luta antiterrorista.
“Nós nos esforçaremos em ajudar, mas com prudência e controle”, afirmou Olmert.
Segundo o primeiro-ministro, Israel ajudará o Executivo de Salam Fayyad, mas ao mesmo tempo deixará claro quais são “suas expectativas e reivindicações em relação à luta antiterrorista”.
Por outro lado, Haniyeh qualificou a cúpula de “farsa” e considerou que com o dinheiro se pretende comprar os palestinos.
“O dinheiro pertence aos palestinos e Israel não pode utilizá-lo como suborno para nos cegar”, destacou.
O primeiro-ministro deposto discursou hoje perante dezenas de funcionários islâmicos na Cidade de Gaza e criticou duramente a cúpula de Sharm el-Sheikh, na Península do Sinai.
“Advertimos (Abbas) para que não corra atrás de cúpulas israelenses, jordanianas e egípcias. Nosso país só voltará (a nossas mãos) através da resistência e da perseverança”, disse.
Segundo o ex-primeiro-ministro, “a essência do problema dos palestinos é a ocupação (israelense)”, e é ela que “encoraja a divisão entre os palestinos”.
“A ocupação endureceu o bloqueio a Gaza e fez fluir o dinheiro em Ramala, para agora nos manobrar politicamente a partir de uma cúpula”, afirmou.
Haniyeh também acusou a comunidade internacional pela atual situação dos palestinos, porque “os últimos acontecimentos em Gaza são produto das sanções, da pressão e da conspiração contra o Hamas”.
Khalil Abu Laila, dirigente do Hamas em Gaza, afirmou que a cúpula tem a intenção de “isolar” o movimento islâmico até conseguir sua “destruição”.
“A cúpula busca apoiar Abbas para realizar o sonho de Israel de destruir o Hamas”, acrescentou.
O dirigente concluiu que o único que sairá ganhando desta cúpula é o primeiro-ministro israelense, que “tentará abrir novos caminhos para a normalização (das relações) com os países árabes”.
Centenas de israelenses que participaram de um protesto lembrando o aniversário de um ano do seqüestro do soldado Gilad Shalit por milicianos palestinos exigiram hoje a renúncia do primeiro ministro de Israel, story Ehud Olmert, rx pela incapacidade de obter a libertação do militar.
“Se Olmert não sabe o que fazer, buy tem de entregar seu cargo a alguém que possa obter resultados imediatos”, disse Noam Shalit, pai do soldado, em um ato em frente ao Parlamento israelense.
“Se um país inteiro, com todos os seus dirigentes e sofisticados sistemas, não pode libertar um soldado e conseguir informação sobre seu estado de saúde, acho que deveríamos estar todos preocupados”, acrescentou.
O protesto coincide com o aniversário de um ano da captura de Gilad pelas Brigadas de Ezzedin al-Qassam – braço armado do Hamas -, os Comitês da Resistência Popular e o Exército do Islã.
As três organizações assumiram a incursão em território israelense em 25 de junho de 2006, quando capturaram o soldado com o objetivo de trocá-lo por presos palestinos.
O Ministério de Prisioneiros da Autoridade Nacional Palestina (ANP) contabiliza dez mil palestinos em prisões israelenses: 2,5 mil já foram declarados culpados em tribunais de Israel, e o restante se enquadra na categoria “presos administrativos”, ou seja, sem julgamento.
Os seqüestradores exigem que Israel liberte mais de mil palestinos em troca de Shalit e alegam que a captura de israelenses é tão legítima quanto as detenções praticadas pelo Exército.
Olmert afirmou em várias ocasiões que está disposto a trocar o soldado, mas se recusa a libertar mil prisioneiros e reivindica que Gilad seja libertado primeiro.
No protesto de hoje, o pai de Shalit pediu às autoridades do país que façam o que for necessário para conseguir o retorno de seu filho, incluindo a libertação de “centenas” de presos.
Na reunião semanal do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro israelense afirmou que “não houve um só dia no qual não se tenha tentado tudo para trazer Shalit de volta para casa”.
A questão dos presos palestinos e do soldado está incluída na agenda de trabalho da cúpula em Sharm el-Sheikh que será realizada na segunda-feira.
No entanto, Israel enfrenta um grande obstáculo, já que o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, não tem capacidade de libertar o soldado, mantido na Faixa de Gaza, agora controlada pelo grupo islâmico Hamas.