O ex-marido e a filha de Ingrid Betancourt pediram hoje ao presidente colombiano, sick Álvaro Uribe, ampoule que retribua o gesto de boa vontade das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), page que anunciaram na terça-feira a libertação de três reféns.
Eles pediram também que o Governo colombiano inicie as negociações com a guerrilha em uma zona “desmilitarizada”.
O comunicado dos rebeldes divulgando a libertação de Clara Rojas – companheira de chapa da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt -, de seu filho e da ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo é “o melhor presente de Natal”, disse Melanie Betancourt, em uma manifestação em Paris para pedir que sua mãe fosse solta.
“Esperamos que (os três) sejam libertados rapidamente e entregues em boas condições e em bom estado de saúde à Venezuela”, acrescentou a filha da refém franco-colombiana.
Para Melanie, Uribe “deve compreender o gesto das Farc, unilateral e de boa vontade. Isso não pode ser ignorado”.
Ela também pediu ao presidente colombiano que responda à iniciativa aceitando a proposta das Farc de criar uma zona desmilitarizada nos municípios de Pradera e Florida, no Valle del Cauca, para começar a negociar a libertação de 45 reféns em troca de 500 guerrilheiros presos.
Já o ex-marido de Betancourt, Fabrice Delloye, propôs que apenas as áreas não urbanas sejam desmilitarizadas “para que a população não seja prejudicada”.
“Esta zona deve estar sob proteção de observadores internacionais, como esperam franceses, espanhóis e suíços”, ressaltou Delloye.
Até agora, Uribe se negou a aceitar esta idéia e sugeriu a criação de uma “zona de encontro” em uma área rural e despovoada.
Sobre a disposição anunciada hoje pela França de receber os guerrilheiros libertados por Bogotá em caso de uma possível troca de reféns, Melanie defendeu que “o mais importante é que as negociações comecem”.
“Uma vez iniciado o diálogo entre o presidente colombiano e o comandante das Farc, poderemos então falar de forma mais técnica do que acontecerá com os rebeldes libertados”, acrescentou.
Cerca de cem pessoas acompanharam os familiares de Betancourt em um ato de mobilização na Esplanada dos Direitos Humanos de Paris, onde também estiveram presentes representantes do Parlamento francês e da Prefeitura de Paris.