Extremistas judeus colocaram a pedra fundamental da nova construção de um assentamento em Jerusalém Oriental próxima à aldeia palestina de Jabel Mukaber, apesar das tensões crescentes dos últimos dias.
A imprensa local informa hoje que o novo complexo incluirá 104 apartamentos e que no ato de inauguração do projeto participou o ativista judeu de extrema direita Baruch Marzel.
A construção judaica na parte oriental de Jerusalém, onde os palestinos teriam direito de estabelecer a capital de seu futuro estado, poderia acender ainda mais os ânimos da população palestina local, saturada com a proliferação proliferação dos assentamentos autorizados pelas autoridades israelenses.
Um dos organizadores do evento, Avijai Buaron, declarou à rádio do Exército israelense que mesmo com os distúrbios dos últimos dias em Jerusalém, “não íamos cancelar uma importante cerimônia para levantar a nova residência judaica em Jerusalém Oriental só porque um grupo de arruaceiros (em alusão a palestinos) estão fazendo barulho”.
Se referia aos distúrbios que se iniciaram no passado 27 de setembro, quando um grupo de israelenses – turistas franceses segundo Israel e extremistas judeus segundo as autoridades palestinas – acederam à Esplanada das Mesquitas.
“Nof Zion (nome do enclave judaico) está junto à cidade árabe de Jabel Mukaber, mas continua sendo um bairro judaico de Jerusalém”, disse Buaron.
A Autoridade Nacional Palestina (ANP) condenou a construção, assim como funcionários da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos.