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Mundo

Exportadores de gás criam organização internacional para coordenar produção

Arquivo Geral

23/12/2008 0h00

O Fórum de Países Exportadores de Gás (GECF, drugs em inglês) se transformou hoje em uma organização internacional do setor que coordenará a extração, o transporte e a venda desse combustível.

A decisão foi tomada em Moscou durante a sétima reunião ministerial do GECF pelos ministros da Energia dos maiores produtores de gás, entre eles Rússia, Irã, Líbia, Argélia, Venezuela e Bolívia.

Os ministros aprovaram o estatuto da nova organização e decidiram que sua sede ficará na capital catariana, Doha, rejeitando as candidaturas de Teerã, Argel e São Petersburgo, segundo as agências russas.

“Hoje, nasceu uma nova organização, referendada por um novo tratado: o Fórum de Países Exportadores de Gás, cujo estatuto foi aprovado”, disse o ministro da Energia russo, Serguei Shmatko.

O ministro disse que o secretário-geral da organização será eleito na próxima reunião do Fórum, que será realizada em Doha, e anunciou que, na reunião de hoje, Guiné Equatorial se transformou em membro de pleno direito do GECF, enquanto o centro-asiático Cazaquistão obteve o status de observador.

Shmatko disse que, na reunião, foi debatida a formação de preços do gás, sem tomar decisões, e afirmou que os países-membros, por enquanto, não estudam coordenar sua extração de combustível, mas sim seus programas de investimento.

“Queremos ressaltar mais uma vez que não se deve comparar o GEFC com a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)”, ressaltou o ministro russo, para desfazer os temores de que o Fórum tentará regular os preços do combustível no mercado.

Criado em 2001, o GEFC é integrado pelos produtores de gás mais importantes do mundo, que possuem 73% das reservas mundiais e controlam 42% do hidrocarboneto comercializado anualmente no mundo.

O Fórum engloba Argélia, Bolívia, Brunei, Egito, Emirados Árabes Unidos, Guiné Equatorial, Indonésia, Irã, Líbia, Malásia, Nigéria, Catar, Rússia, Trinidad e Tobago, e Venezuela, assim como Noruega e Cazaquistão, como observadores.

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