As exportações da zona do euro caíram 22% durante os sete primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto as importações diminuíram 25%, segundo os dados divulgados hoje pelo Eurostat, escritório de estatística comunitário.
Entre janeiro e julho, a zona do euro vendeu bens ao exterior no valor de 726,2 bilhões de euros, frente aos 931,2 bilhões de euros dos sete primeiros meses de 2008, e gastou 717 bilhões de euros em produtos estrangeiros, abaixo dos 952,5 bilhões de euros do ano anterior.
Isso deu como resultado um superávit de 9,1 bilhões de euros, frente ao déficit de 21,3 bilhões de euros de um ano antes.
Em toda a União Europeia (UE), as exportações caíram 20%, enquanto as importações diminuíram 25%, para 620,8 bilhões e 689,8 bilhões de euros, respectivamente.
Como resultado, o déficit acumulado pela UE de janeiro a julho caiu 52% em relação ao ano anterior, para 69 bilhões de euros.
Só no mês de julho, a área do euro registrou um superávit de 12,6 bilhões de euros, frente ao déficit de 3,5 bilhões de euros do mesmo mês de 2008, e após as quedas mensais das exportações de 19% e das importações, de 30%.
Na UE, o superávit mensal foi de 700 milhões de euros, frente ao déficit de 22,4 bilhões do ano anterior, e como resultado da queda das exportações de 18% e das importações, de 31%.
Os dados até julho ainda são provisórios, mas o Eurostat também divulgou hoje informação detalhada sobre a balança comercial do primeiro semestre.
Nesse período, destaca a queda do déficit energético, tanto na zona do euro (de 38%, para 97,6 bilhões de euros) quanto na UE (de 39%, para 112,6 bilhões de euros).
Também caiu o saldo positivo por troca de maquinaria e veículos, de 44% nos países da moeda única (para 54,2 bilhões de euros) e de 19% em toda a UE (para 46 bilhões de euros).
O fluxo comercial da UE caiu com a maioria de seus parceiros comerciais.
As maiores quedas nas exportações foram nas enviadas à Rússia (39%), Turquia (32%), Coreia do Sul (27%) e Brasil (23%), enquanto as maiores quedas nas importações foram nas procedentes da Rússia (42%), Japão (29%), Brasil, Noruega e Turquia (todos eles com 28%).
Além disso, o superávit comercial da UE com os EUA diminuiu pela metade (de 32,7 bilhões para 15,9 bilhões de euros), enquanto o déficit com a China caiu de 72,6 bilhões para 65,3 bilhões de euros, e o saldo negativo com a Rússia caiu de 38,1 bilhões para 20,6 bilhões de euros.