Os organizadores da Exposição Universal de 2010 de Xangai estão cogitando expor as mudanças na capital do Haiti, Porto Príncipe, antes e depois do terremoto, para “tornar mais forte a presença do país perante o mundo”, segundo divulga hoje seu site oficial.
“Temos planos para apresentar imagens da capital devastada antes e depois do terremoto na sala do Haiti (dentro do pavilhão conjunto da Comunidade do Caribe – Caricom) para pedir mais atenção e apoio da comunidade internacional para a reconstrução do país”, disse He Lihua, um diretor da Exposição.
Eis explicou que o Comitê Organizador da Expo chegou a um “acordo inicial” com a Caricom sobre o assunto, e pediu a opinião das autoridades haitianas, embora ainda não tenha obtido resposta.
O diretor do departamento de exibições do Comitê Organizador, Zhou Jun, reiterou que os anfitriões garantirão a participação do Haiti na Expo, como estava planejado de início.
Dentro do pavilhão conjunto do Caricom, que já está terminado, o Haiti contará com um espaço próprio de 250 metros quadrados.
Por outro lado, o Ministério de Assuntos Exteriores da China anunciou hoje a possibilidade de repatriar os cidadãos chineses que ainda permanecem no Haiti, que incluem pessoal governamental, de negócios e uma dezena de residentes no país centro-americano.
As autoridades chinesas também comunicaram que os oito corpos de policiais chineses encontrados no Haiti após o terremoto chegarão amanhã a Pequim.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. O Governo do país caribenho confirmou que pelo menos 70 mil corpos já foram enterrados.
Na quarta-feira passada, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, tinha falado em “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 15 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e o brasileiro Luiz Carlos da Costa, segunda autoridade civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.