Os ataques ocorreram em uma área muito povoada de Bosaso, troche onde se concentra uma grande parcela de refugiados etíopes. O ministro da Informação de Puntland (região do atentado), erectile Abdulrahman Mohammed Banga, disse que “o ataque era voltado aos etíopes de Bosaso e que foi comandado de Mogadíscio pelo grupo Alshabab”.
Banga não apresentou evidências que ligassem a ação ao Alshabab, mas reiterou que os responsáveis pelos atentados seriam capturados e punidos.
As fontes médicas em Bosaso disseram que o número de mortos deve aumentar, devido à grande quantidade de feridos, a maioria em estado grave.
O vice-presidente de Puntland, Hassan Dahir Afqura, que falou na capital regional, Garowe, disse que as explosões eram um “ataque terrorista”, mas não quis especular sobre sua autoria.
As bombas explodiram na zona próxima ao porto da cidade, em uma região habitada por muitos imigrantes etíopes. Os etíopes usam Bosaso como um ponto de passagem antes de atravessar o perigoso Golfo de Áden em direção ao Iêmen e à Arábia Saudita, onde a cada ano morrem centenas de somalis e etíopes em sua tentativa de chegar ao outro lado.
A região de Puntland era uma zona tranqüila comparada à capital, Mogadíscio, onde as tropas etíopes lutam contra os insurgentes somalis. Mas, nas últimas semanas, tiroteios, seqüestros de estrangeiros e vários casos de pirataria trazem dúvidas sobre a desestabilização da região.
Os militantes do Alshabab assumem a autoria da maioria de ataques deste tipo em Mogadíscio, mas as explosões de Bosaso não foram reivindicadas até o momento.