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Explosivos do ELN com potencial para ‘ações terroristas’ nas eleições são apreendidos na Colômbia

Operação em Bogotá, com apoio da DEA, intercepta material que poderia ser usado em ataques durante o pleito, segundo o ministro Pedro Sánchez

Redação Jornal de Brasília

25/02/2026 16h36

Foto: LUIS ROBAYO/AFP

Foto: LUIS ROBAYO/AFP


As autoridades da Colômbia realizaram nesta quarta-feira (25) uma operação de busca e apreensão em um depósito da guerrilha ELN em Bogotá destinado à fabricação de explosivos com potencial para gerar “ações terroristas” nas eleições deste ano, informou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez.

O Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou esta semana um cessar-fogo unilateral para as eleições parlamentares e presidenciais, marcadas pela pressão violenta dos grupos armados e pelo assassinato a tiros, em 2025, do senador e aspirante presidencial de direita Miguel Uribe, entre outras agressões contra políticos.

As eleições legislativas serão em 8 de março e as presidenciais, em 31 de maio.

“Esses artefatos poderiam vir a ser destinados a ações terroristas durante a jornada eleitoral”, disse nesta quarta-feira o ministro na rede social X, em uma publicação na qual incluiu fotografias de morteiros e munições apreendidas.

As autoridades prenderam duas pessoas durante a operação no sul de Bogotá, da qual participaram grupos de elite que arrombaram a porta metálica de uma casa onde se encontrava o depósito.

A operação foi realizada pelo Exército e pela polícia, em colaboração com a Administração para o Controle de Drogas (DEA) dos Estados Unidos, acrescentou o ministro, que aponta um “plano” do ELN para atentar contra as eleições.

O depósito tinha capacidade para fabricar cerca de 70 artefatos explosivos improvisados, disse Sánchez.

Segundo um relatório da Defensoria do Povo, o órgão estatal que zela pelos direitos humanos na Colômbia, o ELN é uma “fonte de ameaça” contra as eleições, especialmente em zonas rurais com escassa presença do Estado.

Durante o período pré-eleitoral foram registradas 457 ameaças de morte contra líderes sociais e políticos, segundo a Defensoria.

Quase um terço do território da Colômbia se encontra sob risco de violência para estas eleições, assegura a Missão de Observação Eleitoral (MOE), uma organização civil colombiana.

“Não permitiremos que os criminosos intimidem a democracia nem que o medo silencie o voto”, sentenciou Sánchez.

AFP

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