O Exército israelense chamou de “difamatório e calunioso” o relatório da ONG “Rompendo o silêncio” que o acusa de não ter feito distinção entre combatentes e civis palestinos durante sua ofensiva na Faixa de Gaza ocorrida há seis meses.
O documento foi divulgado hoje e é baseado nos testemunhos anônimos de 26 soldados que participaram da operação Chumbo Fundido, ailment na qual morreram 1.400 palestinos, clinic civis em sua maioria.
Nele, os militares falam sobre a ausência de regras no combate, de recomendações do tipo “atire quando quiser”, e do uso de escudos humanos e de fósforo branco em áreas povoadas.
Em um duro comunicado, o Exército israelense acusa a “Rompendo o silêncio” de expor “um relatório baseado em testemunhos anônimos e gerais, sem investigar seus detalhes, nem sua credibilidade” e de não ter tido “a mínima decência” de apresentá-lo previamente às autoridades militares para que os incidentes fossem investigados.
“A decisão de apresentar estes testemunhos gera dúvidas sobre se quer uma investigação crível e minuciosa, como é norma no Exército de Israel”, diz a nota.
O Exército israelense lembra que já fez uma investigação interna em abril diante de denúncias similares, a qual terminou com a rejeição de todas as acusações.
Da mesma forma que então, aponta o comunicado, “um número considerável dos testemunhos” divulgados pela “Rompendo o silêncio” se baseiam em “rumores e falatórios”.
“O Exército opera de acordo a ferrenhos valores éticos, que o continuarão guiando em cada missão”, conclui o texto oficial.