Após uma noite de ataques aéreos, o exército israelense anunciou na manhã desta terça-feira, 16, que a operação expandida na Cidade de Gaza “para destruir a infraestrutura militar do Hamas” começou e alertou os moradores para que se desloquem para o sul.
O primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, confirmou o início de uma nova fase na guerra, ao comparecer a um tribunal de Tel Aviv para prestar depoimento em seu julgamento por corrupção.
A mídia israelense o citou dizendo: “Lançamos uma operação poderosa na Cidade de Gaza”. Ele acrescentou que Israel estava em um ponto de inflexão “decisivo”.
O anúncio veio após ataques noturnos com bombardeios que mataram pelo menos 20 pessoas.
O Hospital Shifa recebeu os corpos das 20 pessoas mortas em um ataque que atingiu várias casas em um bairro ocidental, outros 90 feridos chegaram ao local nas últimas horas.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que o principal centro urbano do território palestino estava “em chamas” após os ataques. “Não desistiremos e não recuaremos até que a missão seja cumprida”, afirmou.
Os ataques aconteceram após o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deixar Israel em direção ao Catar, onde planejava se reunir com autoridades ainda indignadas com o ataque israelense da semana passada, que matou cinco membros do Hamas e um oficial de segurança local.
Falando com jornalistas antes de embarcar, Marco Rubio falou sobre o início da ofensiva na Cidade de Gaza. “Como vocês viram, os israelenses começaram a realizar operações lá. Então, entendemos que temos uma janela de tempo muito curta para chegar a um acordo”, disse o secretário.
“Nossa preferência, nossa opção número um, é que isso termine por meio de um acordo negociado”, afirmou o chefe da diplomacia americana. “Em algum momento, o Hamas terá que se desarmar, e esperamos que isso aconteça por meio de negociações. Mas acredito que, infelizmente, o tempo está se esgotando”, disse.
Marco Rubio, deve chegar ao Catar nesta terça-feira como parte de sua viagem oficial, após ter prometido no dia anterior, em Jerusalém, o “apoio inabalável” dos Estados Unidos a Israel em seus esforços para eliminar o Hamas.
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