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Exército israelense afirma que Irã lançou bombas de fragmentação

Exército israelense afirma que munições proibidas foram lançadas em diversas ocasiões contra seu território desde o início do conflito

Redação Jornal de Brasília

06/03/2026 17h43

O Exército de Israel afirmou nesta sexta-feira (6) que o Irã lançou bombas de fragmentação “em múltiplas ocasiões” desde o início da guerra, que começou com um ataque israelense e americano contra a república islâmica no fim de semana.

“Eles (os iranianos) estão usando munições de fragmentação”, declarou o porta-voz militar, o tenente-coronel Nadav Shoshani, durante uma coletiva de imprensa, sem dar detalhes sobre quando e onde essas bombas foram lançadas.

“Elas foram usadas em múltiplas ocasiões, o que constitui um crime de guerra quando são direcionadas contra civis, e estamos acompanhando de perto essa situação”, acrescentou Shoshani.

Nem o Irã nem Israel fazem parte dos mais de 100 países que são signatários da Convenção sobre Munições de Fragmentação, de 2008, que proíbe o uso, a transferência, a produção e o armazenamento dessas armas.

Imagens captadas pela AFP na noite de quinta-feira mostravam um enxame de projéteis em chamas caindo no céu escuro sobre o centro de Israel.

O Exército israelense afirmou que o vídeo mostrava bombas de fragmentação, assim como um especialista militar que analisou as imagens.

A polícia israelense havia dito na quarta-feira que seus especialistas em artilharia encontraram indícios de munições de fragmentação após a detecção de mísseis recebidos provenientes do Irã.

Devido às normas de censura militar em vigor em Israel desde o início de sua guerra com o Irã, os locais de impacto costumam permanecer fechados ao público — incluindo jornalistas — até que sejam liberados dos restos de mísseis iranianos e de artefatos não detonados.

A polícia também publicou nesta sexta-feira um anúncio de utilidade pública no qual um de seus técnicos em desativação de explosivos explicava os perigos das bombas de fragmentação.

Durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã em junho de 2025, a ONG Anistia Internacional denunciou o uso de munições de fragmentação, amplamente proibidas, por parte da república islâmica.

As bombas de fragmentação explodem no ar e dispersam submunições. Algumas podem não explodir no momento do impacto e causar vítimas posteriormente.

AFP

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