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Exército do Paquistão termina operação para libertar reféns dos talibãs

Arquivo Geral

11/10/2009 0h00

O Exército do Paquistão deu por concluído hoje o ataque a seu quartel-general de Rawalpindi, após libertar 30 reféns que um grupo de talibãs mantinha desde o sábado em um prédio do complexo militar, informou o porta-voz, Athar Abbas.

Os reféns foram libertados em uma operação na qual morreram quatro dos cinco terroristas, três reféns e dois membros das forças especiais do Exército, segundo a fonte, citada pelo canal privado “Dawn”.

“A operação foi um sucesso. Pusemos um fim no ataque. A situação está agora totalmente sob nosso controle”, assegurou Abbas.

As forças especiais lançaram a partir das 6h horário local (21h de sábado de Brasília) duas tentativas de resgate nas quais libertaram 30 pessoas e 12 membros do pessoal do Exército, incluindo soldados e funcionários, segundo a fonte, que acrescentou que sete militares ficaram feridos durante a operação.

“Todos os insurgentes que permaneciam no prédio morreram menos um que está ferido e foi detido e que poderia ser o líder do grupo”, relatou Abbas.

Neste momento, soldados militares estão inspecionando a região para recolher provas.

Um comando composto por uma dezena de insurgentes lançou ontem um ataque contra o quartel general do Exército na cidade de Rawalpindi, perto de Islamabad.

Após uma hora de confrontos armados em dois postos de controle situados em um dos acessos ao complexo, que deixaram quatro terroristas e seis soldados mortos, seis dos insurgentes conseguiram escapar com vida do local.

Outro fundamentalista foi abatido horas depois, enquanto o grupo restante conseguiu entrar em um prédio dos serviços secretos do Exército onde tomou 45 pessoas como reféns.

O comando militar tinha estimado previamente que o número de reféns oscilava entre dez e 15, embora o número tenha sido finalmente superior.

Este ataque representa a terceira ação terrorista no Paquistão na última semana perpetrada pela insurgência talibã paquistanesa, contra a qual o Exército combate em várias áreas do noroeste do país.

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