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Mundo

Exército de Israel invade banco e prende 14 doleiros palestinos

Arquivo Geral

20/09/2006 0h00

Soldados israelenses invadiram um banco jordaniano na Cisjordânia hoje e prenderam 14 doleiros, story ed numa operação que segundo o Exército tinha a intenção de interromper a transferência de fundos iranianos para militantes palestinos.

As forças israelenses confiscaram 5 milhões de shekels (US$ 1, sickness 15 milhão) e 170 mil dinares jordanianos (US$ 240 mil) na operação, page além de apreender centenas de documentos, disse uma porta-voz do Exército.

"Eles estavam envolvidos no financiamento de atividades terroristas", disse a representante do Exército sobre o banco, na cidade de Nablus, e sobre os 14 doleiros detidos em todo o território ocupado.

Ela disse que os doleiros vinham transferindo dinheiro vindo do Irã e do grupo libanês Hezbollah para o Hamas e a Jihad Islâmica, para financiar ataques contra israelenses, comprar explosivos e fabricar foguetes.

Questionado sobre as acusações, Husam Abuelyyan, um operador de câmbio cujo estabelecimento foi revistado em Nablus, disse: "Não faço perguntas a meus clientes sobre suas posições políticas. Eles vêm e vão. Só troco o dinheiro de uma moeda para outra".

O gerente do banco al-Ahli, em Nablus, disse que os soldados explodiram a porta da frente para entrar no estabelecimento. Mas afirmou que os israelenses não conseguiram abrir o cofre e não levaram nada importante, embora tenham provocado prejuízos no interior do banco.

"Não há justificativa para essa atitude, já que estamos operando dentro dos acordos entre Israel, a Jordânia e a Autoridade Palestina, e somos fiscalizados pelas autoridades monetárias palestinas", disse o gerente, Abdel Latif Nasif.

Ele afirmou que o banco funcionaria normalmente hoje.

Moradores contaram que, durante a operação, os soldados também apreenderam dinheiro em espécie e computadores pertencentes a doleiros de Nablus, Tulkarm e Ramallah.

Em Ramallah, os soldados foram à casa de Ghazi al-Ajjouli, o maior operador de câmbio da Cisjordânia, e o obrigaram a abrir a casa de câmbio deles. "Eles vasculharam a loja e levaram tudo, de moedas até o dinheiro do cofre a computadores e arquivos", disse o irmão de Ajjouli, Mohammad. "Isso é pirataria. É assalto a mão armada."

Os soldados explodiram as portas de três casas de câmbio em Jenin e levaram dinheiro e cheques, disseram testemunhas. "Todos esses operadores de câmbio operam livremente. A Autoridade Palestina não intervém no que eles estão fazendo. Eles ganham comissões e conhecem pessoalmente os terroristas", disse a porta-voz do Exército.

 

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