Mais de 40 atentados com explosivos foram registrados antes das eleições do último domingo em Honduras, com a participação de pessoas da Nicarágua, Venezuela, El Salvador e europeus, afirmou hoje o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general Romeo Vázquez.
“Havia apoio de nicaragüenses, venezuelanos e europeus nesse tipo de atividades terroristas em Honduras”, acrescentou.
Vásquez não mencionou a que grupos pertencem essas pessoas nem se têm vínculos com organizações locais.
O destituído presidente hondurenho, Manuel Zelaya, e a frente de resistência ao golpe de 28 de junho chamaram os hondurenhos a boicotar as eleições, mas afirmaram que não promoveram de forma violenta.
Os atentados foram realizados contra prédios públicos, meios de comunicação, empresas e um ônibus de passageiros, utilizando granadas, dinamites e outras substâncias explosivas. Todos foram de baixa potência e causaram danos materiais menores, segundo as autoridades.
Nenhum dos estrangeiros foi preso porque é “difícil colocá-los em frente da justiça competente. Sem provas adequadas, rapidamente estão livres”, justificou.
Na véspera do pleito, a Polícia apreendeu explosivos, armas, veículos e manuais de elaboração de bombas artesanais em duas casas.