Cerca de 50 mil soldados do Exército de Libertação Popular chinês – o maior do mundo com 2,3 milhões de integrantes – realizam as maiores manobras de sua história, um mês depois das revoltas étnicas ocorrida no oeste do país.
Segundo informa hoje o diário oficial “China Daily”, as manobras, que durarão dois meses, testarão a capacidade de resposta do Exército perante ameaças como o terrorismo.
Os 50 mil soldados iniciaram ontem a mobilização tática, que cobrirá vastas áreas dentro do país por terra e ar, a partir do noroeste e atravessando cinco províncias para chegar ao nordeste em até 13 dias.
Outro dos objetivos é checar a combinação de forças civis e militares na cobertura de longas distâncias e a modernização do Exército chinês.
Segundo o jornal, são os maiores exercícios táticos desde que o Exército de Libertação Popular foi criado, há 82 anos.
A última vez que o Exército chinês teve mobilização similar foi após o terremoto de Sichuan, ocorrido em 12 de maio de 2008.
“Os recursos civis permitirão ao Exército mais mobilidade para enfrentar as múltiplas ameaças de segurança, tanto dentro como fora de casa”, assinalou Li Daguang, especialista em armamento da Universidade Nacional de Defesa, que explicou que os “soldados viajarão de tem em alta velocidade”.
Os analistas dizem que a mobilização de tropas está orientada a reagir com rapidez a revoltas étnicas como as registradas no ano passado no Tibete e em julho em Xinjiang, assim como a desastres naturais como o terremoto de Sichuan.
Nos últimos 20 anos, o Exército aumentou seu orçamento a um ritmo anual de dois dígitos para modernizar equipamentos militares. No último ano, a alta foi de 14,9%, para US$ 70,3 bilhões.