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Ex-vice-presidente iraniano será solto sob fiança após condenação

Arquivo Geral

22/11/2009 0h00

O ex-vice-presidente reformista iraniano Mohamad Ali Abtahi será libertado sob pagamento de fiança nas próximas horas, após depositar a quantia definida em US$ 7 mil, informou hoje a agência de notícias “Isna”.

“Após uma sessão no 15º Tribunal Revolucionário de Teerã, foi definida uma fiança de 7 bilhões de rials (iranianos). Após ser depositada, foi emitida a carta de libertação”, afirma a fonte, que cita um documento oficial da corte.

Horas antes, a família tinha informado que Abtahi tinha sido condenado a seis anos de prisão por envolvimento nos protestos contra a reeleição do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.

Em declarações divulgadas pela internet, Fatemeh Sadat, filha do clérigo, disse que Abtahi tem um prazo de 20 dias para apelar da pena imposta por um tribunal revolucionário de Teerã.

“Esta manhã, cinco agentes chegaram com meu pai e revistaram de novo a casa. Depois, foram para a sede do tribunal, onde foi anunciado que sua pena é de seis anos de prisão”, acrescentou.

Sobre isso, o tribunal insistiu em que o veredicto pode ser levado à corte de apelação, mas que é uma primeira sentença e o caso ainda está aberto – em particular no que se refere à acusação de ter em seu poder material considerado secreto.

Abtahi, que foi o braço direito do ex-presidente reformista Mohamad Khatami durante seus dois mandatos (1997-2005), foi detido poucas horas depois de centenas de milhares de pessoas saírem às ruas de Teerã, em 13 de junho, para protestar contra a vitória de Ahmadinejad, que a oposição considera fraudulenta.

Também foi um dos primeiros a depor diante do juiz durante o julgamento em massa iniciado em agosto contra mais de 100 pessoas – na maioria reformistas – acusadas de incitar os distúrbios e participar de uma conspiração supostamente organizada no exterior para derrubar o regime.

Embora Abtahi tenha admitido as acusações, a família e membros da oposição denunciam que a confissão foi obtida à força.

Até o momento, mais de 80 pessoas foram condenadas pelos protestos, e oito delas receberam sentença de pena de morte.

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