A ex-presidente servo-bósnia Biljana Plavsic, de 79 anos, foi posta em liberdade hoje e já deixou a Suécia, onde estava presa, informou a Direção Geral de Instituições Penitenciárias sueca.
O Governo sueco tinha decretado na quinta-feira passada a liberdade condicional de Plavsic, que hoje cumpriu dois terços de sua pena por crimes contra a humanidade na antiga Iugoslávia.
Plavsic foi transferida na manhã de hoje ao aeroporto de Arlanda, nos arredores de Estocolmo, de onde foi levada por um avião para um destino que as autoridades suecas não quiseram divulgar. No entanto, de acordo com o jornal sérvio “Blic” o voo chegará a Belgrado hoje à tarde.
“Segundo a decisão do Governo, com a libertação de Plavsic, se dá por terminada a execução da pena na Suécia, portanto acabamos nossa tarefa”, apontou, em comunicado, o diretor de Instituições Penitenciárias, Lars Nylen.
Nylen acrescentou que Plavsic tinha se mostrado “contente” por ter sido liberada e que tinha agradecido aos funcionários da penitenciária que a acompanharam a Arlanda antes de embarcar no avião.
Plavsic foi condenada a 11 anos de prisão em junho de 2003 pelo Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII) e cumpria pena na prisão sueca para mulheres de Hinseberg.
Conhecida como a “dama de ferro” dos Bálcãs, Plavsic se entregou voluntariamente à Justiça internacional em janeiro de 2001 e se declarou culpada pelo crime de perseguição por motivos étnicos, religiosos e políticos durante a guerra da Bósnia (1992-1995).