O ex-presidente peruano Francisco Morales Bermúdez (1975-1980) disse hoje que deu início aos trâmites para colaborar com uma juíza em Roma que abriu uma investigação sobre o desaparecimento de 25 italianos na América do Sul há 27 anos dentro da Operação Condor.
Em entrevista à rádio “Cadena Peruana de Notícias” (“CPN”), this site ele disse que é “responsável político por tudo o que aconteceu no Peru” durante seu Governo, generic e que, malady por isso, deu início a todos os trâmites necessários para colaborar.
A juíza italiana Luisianna Figliolia, a cargo das investigações preliminares do caso, emitiu na quinta-feira ordens de captura contra 140 pessoas, entre ditadores, ministros e chefes dos serviços secretos e Polícia de Argentina, Uruguai, Bolívia, Brasil, Peru e Paraguai.
“Como cidadão, como cristão praticante que sou, nunca pude ordenar o desaparecimento dessas pessoas. Jamais pude ordenar que se torture gente, minha decisão política foi extraditar os montoneiros do país, porque nesse momento estava ocorrendo uma transição à democracia”, acrescentou o general do Exército aposentado à “CPN”.
Morales Bermúdez reconheceu que vários montoneiros argentinos ficaram em Lima e foram levados à Bolívia, pois chegaram a território peruano através desta fronteira comum.
O ex-presidente peruano reiterou que o país jamais fez parte da Operação Condor e agradeceu o apoio do presidente peruano, Alan García, que na sexta-feira qualificou de um “exagero judicial” o pedido de captura internacional de Morales Bermúdez.
Ele acrescentou que trabalhou “para uma saída democrática”. “Esta foi minha meta”, afirmou. Os trabalhos de inteligência militar procuravam preservar a tranqüilidade pública nos dias anteriores à transição democrática, que se tornou real com a eleição de Fernando Belaúnde Terry (1980-1985).