A ex-presidente das Filipinas Corazón Aquino morreu na madrugada deste sábado (hora local) em um hospital de Manila de um problema cardiorrespiratório, informou sua família em comunicado.
A vida de Aquino, de 76 anos, por volta de um mês corria sério perigo após a cirurgia à qual foi submetida em junho para a retirada de parte do cólon afetado por um câncer.
Ela foi internada no começo de julho em estado grave na unidade de terapia intensiva de um hospital de Manila e piorou nas últimas horas.
Sua filha, a atriz Kristina Bernadette Aquino, advertiu horas antes da morte de que não sabia “quantas horas, dias ou semanas Deus deixará tê-la ainda”.
“Mas, por favor, rezem comigo para pedir que minha mãe não sofra muita dor”, pediu.
Corazón Aquino, que assumiu a Presidência após a deposição em 1986 da ditadura de Ferdinand Marcos, foi hospitalizada inicialmente devido a problemas para ingerir alimentos.
Em março, a família Aquino revelou que a ex-dirigente tinha sido diagnosticada com um câncer de cólon, e, por isso, estava sendo submetida a sessões de quimioterapia.
A ex-presidente se transformou na primeira mulher filipina a ocupar a Chefia do Estado, após a revolta popular pacífica que depôs a chamada ditadura conjugal de Ferdinand e Imelda Marcos.
Membro da família Cojuangco, uma das mais ricas da comunidade sino-filipina, Corazón se casou em 1954 com Benigno Aquino, líder da oposição democrática contra a ditadura de Marcos, com quem teve cinco filhos.
Ela foi testemunha da “mudança democrática” em 1983, quando o marido foi assassinado no aeroporto de Manila enquanto descia do avião no qual retornava do exílio.