Menu
Mundo

Ex-presidente Cristina Kirchner recebe alta após duas semanas de internação

Desde a sua condenação, ela permaneceu em sua casa, cumprindo prisão domiciliar e só saiu devido à emergência médica

Redação Jornal de Brasília

03/01/2026 20h47

cuba argentina book fair kirchner

Foto: YAMIL LAGE / AFP

DOUGLAS GAVRAS
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS)

Após duas semanas de internação hospitalar, a ex-presidente da Argentina Cristina Fernández de Kirchner, que está em prisão domiciliar, recebeu alta na tarde deste sábado (3), em Buenos Aires.

A peronista de 72 anos havia deixado sua casa, no bairro Constitución, pela primeira vez desde que foi presa. Ela foi transferida ao hospital Otamendi, após apresentar um quadro de dores abdominais e lá passou por uma cirurgia de emergência devido a uma apendicite aguda com peritonite localizada.

A instituição médica esclareceu que, antes da alta, a drenagem peritoneal aplicada após a cirurgia foi retirada da ex-presidente e agora ela deve continuar com o tratamento antibiótico fornecido por via oral.

Cristina enfrentou diferentes problemas de saúde nas últimas décadas. Em 2012, ela passou por uma operação para retirada da glândula tireoide menos de um mês depois de ela ter assumido seu segundo mandato.

Em 2013, ele teve que ser internado por um hematoma subdural crônico (um hematoma na cabeça), que exigiu cirurgia e descanso prolongado.

Em 2014, a política fraturou o tornozelo esquerdo, porém sem sequelas permanentes. Em 2021, ela precisou passar por uma cirurgia para tratar um pólipo uterino (nódulo na parede interna do útero).

Cristina participou de audiências virtuais do julgamento que envolve o chamado caso Cuadernos, em que ela está sendo acusada de corrupção em licitações de obras públicas, um caso diferente daquele pelo qual ela foi condenada.

As audiências acontecem duas vezes por semana, e recentemente, o juiz responsável pela execução da sua sentença limitou as visitas que ela pode receber em sua casa, permitindo apenas visitas de médicos, advogados e familiares.

Cristina foi condenada a seis anos de prisão em 11 de junho por corrupção no caso conhecido como Vialidad –que investigava corrupção na construção de uma rodovia–, o que a impede de se candidatar a cargos públicos.

Desde a sua condenação, ela permaneceu em sua casa, cumprindo prisão domiciliar e só saiu devido à emergência médica.

Durante esse período, ela recebeu visitas de apoiadores e amigos, inclusive do presidente Lula, e conduziu suas atividades políticas a partir da residência através de mensagens em redes sociais e encontros com candidatos da coalizão Força Pátria.

Apesar de ter perdido seus direitos políticos, Cristina manteve uma intensa agenda no último ano, recebendo líderes e ex-presidentes em sua casa e criticando a gestão de seu adversário político, o presidente da Argentina, Javier Milei.

A varanda de sua residência se tornou um ponto de romaria no bairro na região central de Buenos Aires, onde ela costuma aparecer para interagir com seus apoiadores.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado