“Não sei por que tanto escândalo, se isso não muda nada; está sendo montado um escândalo nacional com a notícia. É um mero trâmite administrativo”, disse hoje o ex-presidente (1999-2001) em declarações a emissoras de televisão da Argentina.
Em agosto, o promotor Federico Delgado pediu ao juiz para que elevasse a causa a julgamento depois que a Câmara Federal de Apelações de Buenos Aires confirmou no mesmo mês o processo contra o ex-chefe de Estado.
Rafecas também processou nove ex-funcionários e antigos legisladores, que também serão submetidos a julgamento oral.
A Câmara Federal de Apelações considerou em sua resolução que o pagamento de subornos no Senado argentino em 2000 para aprovar a reforma “foi um ato do Governo liderado por Fernando de la Rúa como presidente”.
De la Rúa renunciou à Presidência em dezembro de 2001 em meio a uma profunda crise social e econômica no país.
Em novembro de 2007, o então secretário parlamentar Mario Pontaquarto, que revelou o escândalo, confirmou em uma acareação judicial com De la Rúa que o ex-governante deu o sinal verde para o pagamento de US$ 4,3 milhões em subornos a senadores para a aprovação da lei.
Fernando de la Rúa disse que não tem medo algum de ir preso por causa deste caso e acusou os juízes de “falta de coragem”.
“Nada me liga aos fatos, mas o que estão supondo é que eu deveria estar a par dos fatos por ser presidente”, disse hoje ao canal de notícias “C5N”.
As denúncias de subornos levaram à renúncia em outubro de 2000 do então vice-presidente da Argentina e presidente do Senado, Carlos Álvarez.