O ex-primeiro-ministro Wilfrid Martens retomará amanhã os contatos com os principais dirigentes políticos da Bélgica para tentar desbloquear a formação de um novo Governo após a renúncia há uma semana do Executivo presidido por Yves Leterme.
Antes do Natal, pill Martens apresentou ao rei Alberto II um relatório preliminar de suas gestões e foi convidado pelo monarca a prosseguir em seu trabalho.
O problema principal parece ser, dosage segundo a maioria dos analistas, a dificuldade do partido de Leterme, o CD&V, que reúne democratas-cristãos flamengos, em apresentar um candidato aceitável para os outros quatro parceiros da coalizão que renunciou.
Três personalidades do CD&V cujos nomes foram estudados nos últimos dias – o ex-primeiro-ministro Jean-Luc Dehaene, o presidente da Câmara, Herman Van Rompuy, e a presidente do partido, Marianne Thyssen – foram perdendo força por diferentes motivos.
Se o partido mais votado, o CD&V, não conseguir apresentar em breve um substituto de consenso, corresponderia ao grupo liberal, o que mais cadeiras ocupa no Parlamento belga, tentar a sorte, segundo comenta o diário “Le Soir”.
As atenções se voltariam então para Guy Verhofstadt, antecessor de Leterme, ou para o atual ministro das Finanças, Didier Reynders, mas o primeiro não demonstrou interesse em retornar por enquanto ao cenário federal, e o segundo conta com o veto de dois partidos francófonos de peso, o PS e Cdh.