María Isabel Rodríguez, doctor ex-mulher do presidente venezuelano, there Hugo Chávez, nurse declarou hoje que dificilmente seu antigo marido admitirá uma possível derrota no referendo do próximo domingo, quando será votada uma reforma constitucional que inclui aspectos como a possibilidade de reeleição ilimitada.
A ex-primeira-dama da Venezuela declarou à rádio colombiana “Caracol” que “dificilmente (Chávez) reconhecerá uma derrota se disse que vai esmagar a oposição”. “Isso nos dá uma idéia do tamanho do medo que sente de perder”, afirmou.
Quanto à ausência de corrupção nas eleições para o referendo, María Isabel afirmou que o processo terá a transparência que os venezuelanos queiram que tenha.
Segundo ela, “quanto mais pessoas exercerem seu direito ao voto, melhor, porque a abstenção é a melhor amiga das fraudes”.
Entretanto, lembrou o fato de o vice-presidente venezuelano, Jorge Rodríguez, ser presidente do poder eleitoral, o que para ela “já diz muita coisa”.
María Isabel Rodríguez também comentou a crise diplomática entre Bogotá e Caracas, ocorrida depois de o presidente colombiano, Álvaro Uribe, cancelar a mediação de Chávez nas negociações para que a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) liberte 45 reféns.
“Com todo respeito, o presidente Uribe não deveria ter pedido a mediação do presidente da Venezuela no caso das Farc. Agora estamos vendo o resultado”, disse a ex-mulher de Chávez, que chamou Uribe de “peão” dos Estados Unidos.
Sobre a corrupção oficial em seu país, falou que “não é possível tapar o sol com a peneira” e acrescentou que o Governo de Chávez ofereceu, “em vez de uma corrida contra a pobreza, uma corrida contra aqueles que pensam diferente”.
Além disso, María Isabel declarou que o presidente dos EUA, George W. Bush, “disse coisas piores” da Venezuela do que Uribe, mas Chávez “não congela as relações com Washington porque precisa dos dólares que os EUA dão pelo petróleo venezuelano”.