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Mundo

Ex-ministro boliviano pedirá asilo político nos Estados Unidos

Arquivo Geral

29/11/2007 0h00

O ex-ministro boliviano Luis Arce Gómez disse hoje à Agência Efe que pedirá asilo político nos Estados Unidos para evitar ser deportado, and após comparecer perante um juiz de Imigração.

Visivelmente abatido, com barba branca, curvado e apoiando-se em uma bengala, Gómez, de 69 anos, ouviu atentamente as explicações da juíza Denise Slavin sobre seu processo de deportação, após ter cumprido a metade dos 30 anos aos quais foi condenado por tráfico de drogas.

Slavin ressaltou ao ex-ministro, que usava um uniforme de cor laranja do centro de detenção de Krome, nos arredores de Miami, que, por não ser cidadão americano, deve ser deportado. Com isso, sua audiência de hoje representava o início de seu processo legal.

O ex-ministro boliviano anunciou ainda que dará entrada em um processo contra um hospital de Coleman (Flórida), onde se encontra a prisão federal na qual ficou detido 15 anos, por negligência médica cometida em uma operação de próstata a que foi submetido.

O ex-titular de Interior (1980-1981) se apresentou à audiência sem advogado e, por isso, foi informado de que o Estado lhe forneceria um e que receberia uma lista de possíveis profissionais.

No entanto, Gómez disse depois que já tinha um advogado que tinha começado a estudar o caso para apresentar, por um lado, o pedido de asilo político e, por outro, a ação legal contra o hospital no qual foi operado.

Na sexta-feira, o ex-ministro boliviano passou à custódia das autoridades de Imigração dos Estados Unidos.

Após o golpe de Estado de 17 de julho de 1980 liderado por Luis García Meza, Gómez foi nomeado ministro do Interior e se tornou o “homem forte” do regime.

Conhecido como “o ministro da cocaína”, ele foi detido em 1989 e extraditado pouco depois aos Estados Unidos, onde foi sentenciado a 30 anos de prisão por seu envolvimento com uma rede de envios de cocaína a este país.

Na Bolívia, foi sentenciado em 1993 a 30 anos de prisão por uma série de assassinatos, homicídios, torturas e por sua participação na revolta armada de Meza.

O embaixador da Bolívia em Washington, Gustavo Guzmán, confirmou à Efe que o Governo deseja a deportação de Gómez para que cumpra a sentença à qual foi condenado na prisão.

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