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Ex-ministro adverte sobre <i>resposta destruidora</i> do Irã aos EUA

Arquivo Geral

15/01/2008 0h00

O ex-ministro da Defesa iraniano, buy more about Ali Shamkhani, advice especialista em assuntos militares, thumb advertiu hoje que o país “responderá de forma destruidora” se for atacado pelos Estados Unidos ou Israel, e assegurou que Teerã “dispõe de suficiente capacidade militar para se defender”.

Shamkhani, em entrevista divulgada hoje ao vivo pela TV “Al Jazira” na capital iraniana, reafirmou que seu país não desenvolve um programa nuclear com fins militares.

Ao mesmo tempo, tirou importância das advertências feitas pelo presidente dos EUA, George W. Bush, contra o Irã durante a atual viagem do líder americano pelo Oriente Médio e o Golfo Pérsico.

“Não acho que haja uma possibilidade de uma ação militar (…), a menos que alguém queira cometer uma loucura. O Irã não é o Iraque. Temos uma força militar auto-suficiente e uma população de 70 milhões de habitantes”, disse Shamkhani.


“As declarações de Bush em Abu Dhabi (Emirados Árabes) não trouxeram nada novo”, acrescentou o especialista militar, que ocupava o cargo de ministro da Defesa do Irã até 2005, quando chegou ao poder no país persa o atual presidente, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad.

Shamkhani insistiu em afirmar que se o Irã for atacado, “responderemos de forma inimaginável e destruiremos a grandeza e a força militar dos EUA”, referindo-se, sobretudo, às tropas americanas no Golfo.

“Israel não pode desenvolver qualquer ação sem permissão prévia dos EUA”, completou.

Shamkhani também defendeu o crescente poderio militar iraniano, e disse que “é para defender o país contra as ameaças de Bush e do (primeiro-ministro israelense, Ehud) Olmert”.

O embaixador do Irã em Abu Dhabi, Ali Reza Asefi, opinou que a viagem de Bush “isolou a Casa Branca e não o Irã”, e considerou que tanto os povos como os Governos da região “fizeram pouco caso de suas chamadas” contra a República Islâmica.

Durante sua viagem, Bush acusou o Irã de patrocinar o terrorismo, em alusão ao apoio iraniano a grupos como o libanês Hisbolá e os palestinos Hamas e Jihad Islâmica, e de ameaçar seus vizinhos árabes.

“O Hisbolá não é uma organização terrorista, mas um movimento de resistência contra a ocupação israelense. O Irã seguirá prestando apoio moral ao Hisbolá porque é um de nossos deveres”, afirmou Asefi

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