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Mundo

Ex-marido de Betancourt teme que mudança de Uribe signifique que ela morreu

Arquivo Geral

29/03/2008 0h00


O ex-marido da refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt, about it Fabrice Delloye, prescription disse hoje temer que a mudança de atitude do Governo colombiano, que se dispôs a iniciar uma troca humanitária com a guerrilha, signifique que Ingrid já esteja morta.

“Existe essa possibilidade levando em conta a mudança repentina na atitude do Governo colombiano, que vem dizer agora que concordaria com um acordo humanitário”, disse Delloye à Agência Efe após expressar seu temor diante da hipótese de que Betancourt, seqüestrada em fevereiro de 2002, tenha morrido.

Delloye admitiu que não há “elementos precisos para saber se (Betancourt) está viva ou morta”, mas insistiu que sabe da “fragilidade de seu estado de saúde”.

Também destacou a mudança de atitude do presidente colombiano, Álvaro Uribe, que na quinta-feira anunciou um decreto que autoriza a libertação dos rebeldes das Farc em troca dos reféns, entre eles a ex-candidata à Presidência da Colômbia.

“Pergunto-me que informações eles têm para fazer isso”, principalmente porque “esse acordo tem sido reivindicado há meses, e Uribe nos conduziu a becos sem saída e impediu que isso acontecesse”, disse Delloye.

O ex-marido de Betancourt se referiu particularmente às declarações do vice-presidente colombiano, Francisco Santos, que disse que se a ex-candidata presidencial, que também possui cidadania francesa, morrer, as Farc seriam responsabilizadas.

Delloye disse estar “horrivelmente inquieto” com essas palavras e acrescentou que não quer que o Governo colombiano fuja de suas responsabilidades para evitar um desenlace final.

O filho de Delloye e Betancourt, Lorenzo, disse ontem que a nova posição de Uribe sobre um acordo humanitário é a oportunidade que estava esperando “há muito tempo”, mas afirmou que o presidente colombiano costuma ter “jogo duplo”.

Dirigindo-se às Farc, Lorenzo também destacou que “essa ocasião deve ser aproveitada porque a condição física dos reféns é muito grave e porque essa é a última oportunidade de (as Farc) serem consideradas algo mais do que uma organização terrorista”.


 

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