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Ex-líder da ETA é condenado a 30 anos de prisão na França

Arquivo Geral

26/11/2009 0h00


O ex-líder da divisão militar da ETA Juan Ibón Fernández Iradi, conhecido como “Súsper”, foi condenado hoje a 30 anos de prisão pelo Tribunal Criminal de Paris, que também determinou penas de entre cinco e 18 anos para outros seis membros desse ramo do grupo terrorista.

A pena de Fernández Iradi, de 37 anos, que tem diversas causas contra si abertas na Espanha, será unida a outra condenação a 15 anos de prisão que tinha sido ditada contra ele na França em 2008. Na prática, apenas a pena determinada hoje valerá.

A condenação de hoje se somará a outra, também de 30 anos de prisão, ditada no ano passado por ferir gravemente um militar francês em novembro de 2002.

Gorka Palacios Alday, de 35 anos, chefe dos comandos da ETA em dezembro de 2003, quando duas operações policiais francesas permitiram a detenção dos sete “etarras” julgados desde a semana passada, foi condenado a 18 anos de prisão.

Juan Luis Rubenach Roiz, de 46 anos, apresentado pela Promotoria como o responsável pela logística da divisão militar da ETA, recebeu uma pena de 15 anos de cadeia.

José Miguel Almandoz Erviti, de 37 anos, e Íñigo Vallejo Franco, de 33, que seriam os encarregados da formação de ativistas, foram condenados a 12 anos de prisão cada.

Patxi Abad Urkixo, de 34 anos, que morava no mesmo apartamento de “Súsper”, foi condenado a dez anos de prisão e, como no caso dos cinco réus anteriores, terá que ficar atrás das grades por pelo menos dois terços da pena.

Além disso, os seis serão expulsos da França em definitivo assim que suas respectivas penas cheguem ao fim.

Um pouco diferente é a situação de Garazi Aldana, de 27 anos, a única mulher a se sentar hoje no banco dos réus, condenada a cinco anos de prisão. Ela respondeu ao julgamento em liberdade.

Para Aldana, que já cumpriu um ano de prisão preventiva após ser detida no mesmo apartamento que “Súsper”, dos cinco anos da pena ditada hoje, três são isentos de cumprimento.

Entretanto, nestes três anos, Aldana deverá continuar sob controle judicial e não poderá entrar em contato com os outros seis réus, entre outras restrições.

Aldana tem nacionalidade espanhola e francesa e, por isso, não será expulsa da França.

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