Du Jun, um ex-funcionário do banco Morgan Stanley, foi condenado hoje a sete anos de prisão por utilizar informação confidencial em benefício próprio, informou a “Rádio Televisão de Hong Kong”.
Além da pena de reclusão, foi instituído o pagamento de multa no valor de 2,9 milhões dólares de Hong Kong ( 2 milhões de euros), a maior já imposta para o crime na cidade, no mais rumoroso caso de uso de informação confidencial conhecido até o momento.
O juiz Andrew Chan justifica o rigor da decisão ao perfil da fraude, sem precedentes e que ainda maculou a integridade de Hong Kong como centro financeiro.
Du foi condenado por negociar ações do Citic Resources Holdings Ltd antes que a companhia anunciasse uma aquisição, em 2007. Com a transação, ele teria obtido um lucro de 33,4 milhões de dólares de Hong Kong.
O ex-funcionário foi acusado de investir 86 milhões de dólares de Hong Kong na compra de 26,7 milhões de ações do Citic Resources, depois de ter acesso à informação confidencial (como integrante da equipe do Morgan Stanley) sobre a negociação por parte do Citic de um campo de petróleo e a emissão de bônus para financiar o acordo.
A Justiça também o considerou culpado por influenciar a sua mulher a comprar ações do Citic.
Desde 2003, a ex-colônia britânica considera crime, com penas de prisão e multas, o uso de informação confidencial.