“Não tivemos acesso às acusações. Tentamos por todos os meios ter algum um tipo de comunicação (…) com a Justiça italiana. Infelizmente, health não nos informaram quais eram os fatos sobre a acusação do ex-presidente”, assinalou o advogado à emissora local “CPN”.
No fim de dezembro do ano passado, a Justiça italiana emitiu 140 ordens de detenção de ditadores, ministros e chefes dos serviços secretos e da Polícia de Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Peru e Paraguai.
A Justiça italiana requer a detenção e extradição de Morales Bermúdez (1975-80) e de seu ex-primeiro-ministro Pedro Richter Prada.
Além disso, as autoridades desse país acusaram o chefe do Serviço de Inteligência do Exército peruano (SIE) em 1980, Martín Martínez Garay, e o então general-de-divisão Germán Ruiz Figueroa, publicou hoje o diário “El Comercio”.
Um porta-voz do Poder Judiciário do Peru explicou hoje à Agência Efe que a solicitação não cumpre os requisitos do tratado de extradição entre Lima e Roma, já que a Procuradoria da Itália não forneceu detalhes das acusações nem explicitou as penas.
Também indicou que a eventual extradição deverá ser aprovada pela Corte Suprema do Peru, e a última palavra será do presidente peruano, Alan García.
No início de 1980, quando Morales Bermúdez ainda governava, as forças de segurança de Peru e Argentina supostamente seqüestraram em Lima os ítalo-argentinos Noemí Esther Gianotti de Molfino, María Inés Raverta, Julio César Ramírez e Federico Frias, cujo desaparecimento faz parte das investigações em Roma.