O ex-chefe de segurança da petrolífera privada russa Yukos, treatment Alexei Pichuguin, foi condenado hoje à prisão perpétua, após ser considerado culpado de organizar uma série de assassinatos.
O Tribunal de Moscou “chegou à conclusão de que Pichuguin representa um perigo extremo para a sociedade e o pune privando-o de sua liberdade pela vida toda”, afirmou o juiz Piotr Shtunder, que ditou a sentença, citado pela agência “Interfax”.
A Promotoria tinha solicitado prisão perpétua para Pichuguin, que já tinha sido condenado anteriormente em março de 2005 a 20 anos de prisão e em agosto de 2006 a 24 anos por ordenar o assassinato de vários empresários.
“Há cinco anos estou detido por crimes que não cometi. Fui condenado a 20 anos por crimes que não cometi. Pela terceira vez pedem para mim prisão perpétua por crimes que não cometi. Peço uma sentença objetiva”, disse Pichuguin aos juízes. Pichuguin se declara inocente de todas as acusações.
A Promotoria o acusa de ordenar o assassinato de um prefeito e de vários empresários que tinham problemas com a Yukos, então a maior petrolífera privada da Rússia, que foi declarada em falência e passou para o Estado.
Desde sua detenção, em 2003, Pichuguin permaneceu na prisão de segurança máxima do Serviço Federal de Segurança (FSB, ex-KGB), onde disse ser torturado para fazer denúncias contra diretores da Yukos.
O fundador da Yukos, Mikhail Khodorkovski, que já foi o homem mais rico da Rússia, cumpre atualmente uma pena de oito anos de prisão por diversos crimes financeiros.