O presidente do Paraguai, clinic o ex-bispo Fernando Lugo, erectile assumiu publicamente hoje a paternidade de um menino de quase dois anos de idade, depois de dois advogados terem apresentado na semana passada um processo de reconhecimento de paternidade contra ele.
“É verdade que houve uma relação com Viviana Carrillo”, a mãe do menino, afirmou Lugo em mensagem à população, que assumirá “todas as responsabilidades que possam derivar” do fato de ser pai da criança.
Os advogados Claudio Costinchok e Walter Acosta apresentaram no dia 8 deste mês em um tribunal de Encarnación, sul do Paraguai, um processo assinado por Carrillo, de 26 anos, a qual, no entanto, posteriormente os desautorizou.
A mulher entregou uma nota à imprensa na porta de sua residência na cidade de Fernando de la Mora, próxima a Assunção, na qual desmentiu “categoricamente ter assinado um processo de reconhecimento de paternidade contra o senhor presidente da República”.
“Como paraguaio, como presidente da República, como cristão e laico, não quis apressar a resposta durante este consagrado tempo”, argumentou hoje Lugo, que se manteve em silêncio durante a Semana Santa e não apareceu em nenhum ato religioso.
O chefe de Estado destacou que decidiu fazê-lo perante seu povo e sua consciência, em homenagem a todas as pessoas que depositaram sua confiança nele, com “a mais absoluta honestidade, transparência e sentido do dever”.
Lugo, de 58 anos, renunciou ao Ministério sacerdotal em dezembro de 2006 para se dedicar à política. Até então, era bispo emérito da diocese de San Pedro, a região mais pobre do país, de onde é oriunda a mãe da criança.
O Vaticano, que em janeiro de 2007 suspendeu Lugo “a divinis” por se dedicar à política, o reduziu ao estado laico em 20 de julho de 2008, duas semanas antes de assumir a Presidência do Paraguai.
“A partir deste momento e atendendo à privacidade da criança e às altas responsabilidades impostas pelo exercício da Presidência, não formularei mais declarações sobre o tema”, asseverou Lugo.
A criança completará dois anos no próximo dia 4, segundo o processo de paternidade, o que motivou uma reação da mídia e a rejeição inicial dos principais colaboradores do chefe de Estado, alguns dos quais consideraram o processo como parte de uma extorsão.