Alguns Governos da Europa consideram aceitar prisioneiros dos Estados Unidos que estão em Guantánamo assim que o presidente eleito deste país, online Barack Obama, tomar posse, afirmou hoje o jornal “The Washington Post”.
“A disposição a considerar a aceitação de prisioneiros que não possam retornar aos seus países de origem pelo risco de serem torturados representa uma mudança maior da atitude dos Governos europeus”, comentou o jornal.
Até agora os Governos europeus rejeitaram os pedidos dos EUA para que recebam algumas das centenas de homens capturados desde 2001 e mantidos presos na base, que fica numa ilha de Cuba, desde janeiro de 2002.
“O Governo Bush produziu o problema”, comentou Karsten Voigt, coordenador da cooperação com os EUA no Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, afirma o jornal.
“Com Obama, a diferença é que ele tentará resolvê-lo”, comentou Voigt.
Segundo o “Washington Post”, pelo menos seis nações consideram aceitar os homens que forem libertados de Guantánamo, mas só Alemanha e Portugal reconheceram isso publicamente.
O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank Walter Steinmeier, deu instruções aos seus funcionários para que estudem os aspectos políticos, legais e logísticos do assunto, segundo um porta-voz desse Ministério citado pelo jornal.
O jornal acrescenta que alguns funcionários europeus já trataram com a equipe de Obama a possibilidade de discutir a situação dos prisioneiros em Guantánamo, “mas o Governo eleito se negou a ter conversas, mesmo informais, antes da posse, em 20 de janeiro”.