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Europa pode vetar em definitivo pasta de dente e cremes em vôos

Arquivo Geral

01/09/2006 0h00

A nova regulamentação aérea européia pode proibir em definitivo o embarque de líquidos, pill what is ed cremes e géis na bagagem de mão, order devido ao ataque frustrado pela polícia britânica no mês passado, page disseram fontes próximas à negociação das novas normas.

De acordo com essas informações, as novas regras podem limitar bastante o tamanho da bagagem de mão e vetar o embarque de itens como pasta de dente e hidratantes em toda a União Européia (UE).

Especialistas em segurança dos 25 países-membros da UE se reuniram em Bruxelas esta semana para discutir as mudanças, e há outra reunião marcada para os dias 6 e 7 de setembro.

"Os países-membros estão pensando em proibir todos os líquidos a bordo para todos os vôos", afirmou uma fonte que pediu para não ser identificada.

"Eles estão considerando seriamente restringir o tamanho da bagagem de mão para dimensões menores que as da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo)", disse a fonte.

Para a fonte, isso pode até dificultar a fiscalização, já que as pessoas colocariam muita coisa dentro de bolsas pequenas. "Vai criar um caos em termos de tempo de espera". Outra fonte disse que estão sendo estudadas exceções, como para produtos comprados nos free shops de aeroportos, que poderiam ser vendidos em embalagens lacradas. A Comissão Européia não quis comentar o assunto.

A fiscalização nos aeroportos europeus, tirando a Grã-Bretanha, está praticamente inalterada em relação a antes de 10 de agosto, quando a polícia britânica anunciou ter desbaratado um plano para explodir aviões em pleno vôo com explosivos líquidos.

Os passageiros do continente europeu não precisaram tirar os sapatos e os cintos (prática comum nos Estados Unidos) nem tiveram de entregar garrafas de água e outros líquidos.

"Não mudamos nada, exceto para os vôos com destino aos EUA", disse Robert Dusek, do aeroporto Flughafen Wien, em Viena.

Os aeroportos de Frankfurt, Atenas e Madri também não fizeram modificações em seus procedimentos de segurança.

A indústria do transporte aéreo, que quer evitar os atrasos e a redução no tráfego de passageiros que se seguiram aos ataques de 11 de setembro de 2001, espera que qualquer mudança nos procedimentos seja proporcional aos riscos reais.

"Qualquer medida que seja tomada tem de ser realista, com alvo certo, e acima de tudo gerenciável e sustentável", disse Stephen Hogan, porta-voz da ACI Europe, um grupo que representa aeroportos e tem sede em Bruxelas.

A UE já está tentando tornar as viagens aéreas mais seguras, coletando mais dados sobre os passageiros, utilizando passaportes biométricos e empregando tecnologia avançada para detectar melhor artigos perigosos nos postos de fiscalização.

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