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Europa e Japão apoiam reabertura do Estreito de Ormuz bloqueado pelo Irã

Países europeus e o Japão manifestam disposição para contribuir na garantia de passagem segura pelo Estreito, condenando os ataques iranianos em meio à guerra com EUA e Israel.

Redação Jornal de Brasília

19/03/2026 13h37

Foto: Divulgação/Nasa via AFP

Foto: Divulgação/Nasa via AFP

Os governos da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e do Japão publicaram nesta quinta-feira (19) uma declaração conjunta expressando disposição para contribuir nos esforços para abrir o Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã após o início da guerra com Estados Unidos e Israel.

No comunicado, os países afirmam: ‘Manifestamos nossa disposição em contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo Estreito. Saudamos o compromisso das nações que estão se empenhando no planejamento preparatório’. A declaração ocorre quatro dias após esses mesmos países e o Japão terem se negado a participar dos esforços dos EUA e de Israel para abrir o Estreito, o que irritou o presidente Donald Trump, que declarou não precisar de ‘ninguém’ para liberar a área.

O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial, tem causado instabilidade nos mercados financeiros globais, levando a uma alta no preço do barril. Os signatários da nota condenam os recentes ataques do Irã contra embarcações no Golfo Pérsico e infraestruturas civis, incluindo instalações de petróleo e gás. ‘Expressamos nossa profunda preocupação com a escalada do conflito. Exigimos que o Irã cesse imediatamente suas ameaças, o lançamento de minas, os ataques com drones e mísseis e outras tentativas de bloquear o Estreito à navegação comercial’, afirma o texto.

Os países destacam que a liberdade de navegação é um princípio do direito internacional e que os efeitos das ações iranianas serão sentidos por pessoas em todo o mundo, especialmente pelas mais vulneráveis. O Irã fechou o Estreito em resposta aos ataques militares dos EUA e de Israel iniciados em 28 de fevereiro, quando a capital Teerã foi bombardeada, resultando na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e de outras autoridades. Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá, foi escolhido como novo líder.

O governo iraniano informou que a passagem permanece fechada para EUA, Israel e seus aliados, incluindo os países europeus. As principais potências europeias têm apoiado politicamente os ataques ao Irã, com exceção da Espanha, que condena a guerra. Na quarta-feira (18), o conflito escalou com o bombardeio israelense ao campo de gás South Pars no Irã, levando a retaliações contra a indústria de energia do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, aumentando as incertezas econômicas.

O conflito representa a segunda ofensiva de Israel e EUA contra o Irã desde junho de 2025, em meio a negociações sobre o programa nuclear e balístico persa. No primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo nuclear de 2015, firmado sob Barack Obama para inspeções internacionais. Israel e EUA acusam Teerã de buscar armas nucleares, enquanto o Irã defende fins pacíficos e se dispõe a inspeções. Israel, por sua vez, nunca permitiu inspeções de seu programa nuclear, apesar de acusações de possuir bombas atômicas.

Ao assumir o segundo mandato em 2025, Trump exigiu o desmantelamento do programa nuclear iraniano, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e o término do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.

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