Mitchell, unhealthy que aterrissou na tarde de ontem no aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv, se reuniu esta manhã com o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak.
O enviado americano se encontrará hoje com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o titular de Assuntos Exteriores, o líder da extrema direita Avigdor Lieberman.
A visita acontece em um momento de divergência entre as Administrações de Netanyahu e de Barack Obama sobre as fórmulas que devem ser seguidas para acabar com o principal conflito do Oriente Médio.
Obama se mostrou claramente a favor da solução de dois Estados e criticou com dureza a ampliação das colônias judaicas na Cisjordânia palestina ocupada.
No entanto, a postura americana não mudou por enquanto a posição do Governo de Israel, e Netanyahu não se pronunciou em nenhum momento a favor da criação de um Estado palestino, oferecendo em troca uma ambígua “paz econômica”.
Além das negociações de paz com os palestinos, espera-se que Mitchell trate com as autoridades israelenses o reinício das conversas de paz indiretas com a Síria e sobre a situação humanitária na Faixa de Gaza, pela qual Obama também manifestou em diversas ocasiões sua preocupação.
Acredita-se que Mitchell pedirá ao Governo israelense que suspenda o ferrenho bloqueio a Gaza e permita a entrada de um maior número de alimentos e a saída de bens para exportação.
Netanyahu anunciou esta semana que no próximo domingo pronunciará um discurso em resposta ao que fez Obama no Cairo em 4 de junho, no qual espera-se que explique sua política de paz com os palestinos.
Mitchell se dirigirá amanhã a cidade cisjordaniana de Ramala, onde será recebido pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e outras autoridades palestinas.
Após sua visita a Israel e aos territórios da ANP, o enviado americano se dirigirá a Damasco e Beirute, onde se reunirá com as autoridades sírias e libanesas.