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EUA suspendem ataques a usinas iranianas por cinco dias

Donald Trump anuncia adiamento de ofensivas após supostas conversas com Teerã, mas Irã nega contatos e atribui recuo a ameaças de retaliação.

Redação Jornal de Brasília

23/03/2026 10h35

Foto: ATTA KENARE / AFP

Foto: ATTA KENARE / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (23) a suspensão por cinco dias dos ataques à infraestrutura energética do Irã. Segundo Trump, a decisão baseia-se em conversas ‘muito boas e produtivas’ com o governo iraniano sobre a resolução das hostilidades no Oriente Médio.

Em publicação em rede social, o presidente informou que, com base no teor das discussões, que continuarão ao longo da semana, instruiu o Departamento de Guerra a adiar todos os ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões.

Autoridades iranianas, no entanto, negaram qualquer contato direto ou indireto com Trump. Uma fonte iraniana, citada pela agência estatal Press TV, afirmou que os Estados Unidos recuaram após alertas de que o Irã retaliaria com ataques a usinas de energia em toda a Ásia Ocidental.

O anúncio ocorre em meio a escalada de tensões. No sábado (21), Trump emitiu um ultimato ao Irã para abrir o Estreito de Ormuz em 48 horas, sob ameaça de ataques a usinas elétricas iranianas, o que violaria o direito internacional, pois redes elétricas são consideradas infraestrutura civil.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que, até o momento, Estados Unidos e Israel atacaram cinco instalações de infraestrutura hídrica, incluindo a usina de dessalinização na Ilha de Qeshm. O comunicado destacou que o Irã reteve-se de revidar ataques anteriores a hospitais, centros de assistência e escolas.

A IRGC alertou que, em caso de ataques à cadeia de suprimentos de eletricidade iraniana, retaliará contra a infraestrutura elétrica norte-americana e de empresas na região com acionistas americanos. ‘As centrais elétricas dos países da região que abrigam bases americanas serão alvos legítimos para nós’, afirmou o órgão, adicionando que os Estados Unidos testemunharão as capacidades iranianas no campo de batalha.

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