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EUA se esquiva da crise hipotecária e cresce 4% no segundo trimestre

Arquivo Geral

30/08/2007 0h00


A economia americana se esquivou do impacto negativo da crise hipotecária que castiga o país no segundo trimestre de 2007, visit this site ao crescer a um saudável ritmo de 4% no período, web informou hoje o Governo. O número, ligeiramente inferior aos 4,1% antecipados pelo consenso dos analistas, está, no entanto, bem acima da estimativa inicial de 3,4% divulgada há um mês.

O menor déficit comercial e os investimentos empresariais foram os principais motores do Produto Interno Bruto (PIB) entre abril e junho, segundo as estatísticas oficiais. A taxa de crescimento de 4% representa uma mudança significativa frente aos raquíticos 0,6% dos três primeiros meses do ano.

Trata-se, também, do dado mais sólido desde os 4,8% do primeiro trimestre de 2006. Desde então, a locomotiva americana perdeu pressão devido, sobretudo, à fraqueza do setor imobiliário, que atravessa a pior crise em 16 anos.

Apesar dos bons números do segundo trimestre, os analistas antecipam que as atuais turbulências financeiras podem ser sentidas nos dados do atual trimestre e dos trimestres que virão.

O banco de investimento americano Lehman Brothers foi um dos que alertou esta semana dos tempos mais difíceis que se aproximam, ao baixar sua previsão de crescimento para os próximos trimestres para 1,8%.

A empresa de Wall Street baseou sua decisão na fraqueza do setor imobiliário e no risco de redução dos gastos dos consumidores, o principal pilar da economia americana, que representa algo como mais de dois terços do PIB.

Opinião parecida é compartilhada pelo ex-secretário do Tesouro dos EUA, Lawrence Summers, que disse no domingo que o risco de recessão é maior do que em nenhum momento desde os atentados de 2001.

Summers declarou que durante anos a economia americana foi impulsionada pela despesa dos consumidores, estimulada, por sua vez, pelo fácil acesso ao crédito perante o auge do setor imobiliário.

Destacou que finalizada essa bonança, os riscos aumentaram. Os dados publicados hoje mostram que os americanos começaram a apertar o cinto, ao revelar que a despesa dos consumidores aumentou 1,4% entre abril e junho, abaixo dos 3,7% do primeiro trimestre e o registro mais fraco desde o final de 2005.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) insistiu, de toda forma, em que fará tudo o que esteja a seu alcance para tranqüilizar os mercados.

Nesse sentido, Ben Bernanke, o presidente do banco, assinalou em carta divulgada na quarta-feira que o órgão está “preparado para atuar quando for necessário” para mitigar os efeitos adversos na economia das turbulências das bolsas de valores.

O Fed cortou este mês em meio ponto percentual, para 5,75%, a taxa de redesconto que os bancos pagam pelo dinheiro que tomam emprestado da instituição, em uma tentativa de assegurar o acesso ao crédito.

Espera-se que a autoridade monetária rebaixe em sua reunião do próximo mês a taxa básica da economia, que permanecem em 5,25% há mais de um ano.

Apesar das mensagens tranqüilizadoras de Bernanke, o atual secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, apontou na semana passada que é provável que a volatilidade da bolsa provocada pela falta de pagamentos no setor de hipotecas de risco se prolongue durante algum tempo.

Além disso, destacou que a força econômica global servirá para amortecer a instabilidade nos EUA. Quanto ao mais, a revisão em alta contra 3,4% inicial reflete, em grande medida, a melhora do déficit comercial americano.

O investimento empresarial, sobretudo em acumulação de reservas, construção de plantas comerciais e locais não residenciais, contribuiu também para dar um empurrão no PIB, o melhor barômetro da saúde econômica do país.

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