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EUA se distanciam do caso da empresa americana que matou 9 civis iraquianos

Arquivo Geral

18/09/2007 0h00

O Governo dos Estados Unidos se distanciaram hoje da retirada da licença da empresa de segurança americana Blackwater, treat depois de seus agentes matarem nove civis no domingo, viagra sale limitando-se a lamentar “profundamente qualquer perda de vidas inocentes”.

A porta-voz da Casa Branca, visit this site Dana Perino, respondeu desta maneira as perguntas dos jornalistas sobre a decisão do Governo iraquiano de revisar todos seus contratos com companhias de segurança após o ocorrido.

Perino, que não quis detalhar qual é o status legal da empresa americana no Iraque, disse saber que o Departamento de Estado “disse que estudará o assunto e que será aberto e transparente”.

Na habitual entrevista coletiva diária, o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, afirmou que a investigação será “transparente” e “objetiva” e que os resultados desta serão compartilhados com as autoridades iraquianas.

McCormack disse que por enquanto a companhia ainda opera no Iraque com o Departamento de Estado e que não foram informados da suspensão de sua licença para operar no país árabe. O Governo do primeiro-ministro Nouri al-Maliki anunciou hoje que revisará todas as permissões de operação concedidas a empresas de segurança, tanto estrangeiras como locais.

“O Governo decidiu reconsiderar as normas que regem o trabalho de todas as companhias de segurança no Iraque”, apontou em nota. Segundo o comunicado, o objetivo desta medida é regulamentar a situação dessas empresas dedicadas a tarefas de proteção e escolta de personalidades conforme as leis iraquianas.

O Governo fez este anúncio um dia depois de o Ministério do Interior iraquiano proibir as atividades da companhia americana “Blackwater”, cujos agentes mataram no domingo passado nove civis e feriram outros 15 no oeste de Bagdá.

Segundo a imprensa americana, o ocorrido se deu depois de alguém ter disparado contra uma caravana do Departamento de Estado dos EUA, escoltada por guardas da Blackwater que passava pela praça Al-Nusur.

Ao perceberem o ataque, os guardas dispararam às cegas e mataram nove civis que estavam por perto, além de deixar outros 15 feridos, segundo denunciou a própria Polícia iraquiana.

A companhia Blackwater – que é uma das mais importantes das dezenas de empresas de segurança que operam no país árabe – se encarrega da proteção dos diplomatas dos EUA, como o embaixador e as delegações americanas que visitam o Iraque.

Estima-se que quase 1.500 pessoas trabalhem para a companhia em terras iraquianas. Fontes do Departamento de Defesa dos EUA disseram hoje à Efe que existem hoje cerca de 40 empresas de segurança no Iraque, a maioria delas americanas.

Perguntado pela Efe, o Departamento de Estado não especificou o número de empresas de segurança dos EUA no país. Um recente relatório do Congressional Research Service (CRS) diz que o Departamento de Estado dos EUA contratou três empresas de segurança americanas: Blackwater, DynCorp International e Triple Canopy, somando um total de 1.395 pessoas.

Destas, 987 trabalham para a Blackwater, 257 para a Triple Canopy e 151 para a DynCorp International. O CRS é o braço de pesquisa de políticas públicas do Congresso americano.

O presidente do Comitê de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara de Representantes, o democrata Henry Waxman, anunciou ontem que abrirá uma investigação sobre os incidentes.

Waxman acompanhou de perto os temas relacionados com as empresas americanas que operam no Iraque. A Blackwater já foi centro das atenções durante a guerra no Iraque. Em 31 de março de 2004, quatro de seus agentes – ex-membros dos corpos especiais da Marinha e do Exército americano – foram assassinados e enterrados em Fallujah.

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